9ª Roda de Conversa ‘Friedrich Nietzsche / Hannah Arendt / Paul Feyerabend e o método da compreensão’

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Informações gerais

Sala Aloysio Biondi – 5º andar
Data

23 de outubro de 2015

Horários

19h30

Descrição

9ª RODA DE CONVERSA
do projeto de pesquisa “A compreensão como método”

 

Friedrich Nietzsche / Hannah Arendt / Paul Feyerabend e o método da compreensão

Com Mauro Araujo de Sousa, Cilene Victor e Pedro Debs Brito

Participação especial: Juan David L. Isaza, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Antioquia, Medellín, Colômbia.

O Grupo de Pesquisa “Comunicação, Jornalismo e Epistemologia da Compreensão”, que desenvolve, na Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo-SP, e na Universidade de Antioquia, Colômbia, o projeto “A Compreensão como Método”, convida para a sua 9ª Roda de Conversa, com o tema: “Friedrich Nietzsche, Hannah Arendt, Paul Feyerabend e a compreensão”. Leia, um pouco mais abaixo, um resumo da participação de cada um dos conferencistas convidados.

 

O PERSPECTIVISMO DE NIETZSCHE (1844-1900) E A COMPREENSÃO

Mauro Araujo de Sousa

 O perspectivismo de Nietzsche aponta para a multiplicidade de perspectivas sobre um mesmo “objeto”, o que aumentaria a possibilidade de se compreendê-lo com mais “objetividade”. Nesse sentido é que se pode afirmar que a filosofia de Nietzsche é experimentalista: ela permite experiências com o próprio pensar, pensando-se por meio de muitas perspectivas e não de apenas uma, em geral a própria. É nisso que Nietzsche pode contribuir para o entendimento do conceito de compreensão e, também, para o entendimento do conceito de método pela via do diálogo, gerando maiores condições de aproximação com o projeto de pesquisa “A Compreensão como Método”, isto é, para uma compreensão mais clara das práticas de compreensão da compreensão enquanto método, via diferentes perspectivas da Filosofia e da Ciência e contra qualquer tipo de reducionismo, a começar pelo reducionismo positivista.

 

A ATIVIDADE DA COMPREENSÃO EM HANNAH ARENDT (1906-1975)

Cilene Victor

O exercício da compreensão está de maneira marcante nos livros As Origens do Totalitarismo e Eichmann em Jerusalém, mas ele permeia todo o legado de Hannah Arendt, para quem compreender depende de uma condição primária: a conciliação do homem com o seu próprio mundo, onde nasceu estranho e seguirá como tal. E é no mote da conciliação, reduzida pelo seguidores da verdade absoluta ao ato de perdoar o ultrajante, como o totalitarismo, que sua obra foi equivocamente interpretada e banida dos círculos filosóficos da época. Arendt reconhece o perdão como “uma das maiores possibilidades humanas”, mas explica que se conciliar com o mundo não significa aceitar as coisas do mundo, mas compreender o mundo do qual fazemos parte e no qual imprimimos a nossa singularidade. Hannah Arendt define a compreensão como uma forma de conhecimento, uma atividade infindável, que distancia-se da pretensão de alcançar resultados definitivos. E é no livro Compreender: formação, exílio e totalitarismo, que contempla seus ensaios sobre os acontecimentos do período de 1930 a 1954, que encontramos alguns caminhos claros para nos levar à atividade da compreensão e, portanto, à nossa conciliação com este mundo, onde somos sujeitos de sua análise e, ao mesmo tempo, objetos daquilo que passamos a analisar. Este pode ser o princípio do método da compreensão em Arendt.

 

O CONTRA-MÉTODO DE FEYERABEND (1924-1994) E A COMPREENSÃO

Juan David L. Isaza e Pedro Debs Brito

Na obra Contra o método (1975), Feyerabend indica direções alternativas às que comumente encontramos em textos do campo da filosofia da ciência. A razão principal é que, muitas vezes, quem pensa a ciência o faz apoiado em uma visão de tipo racionalista, transformando a razão numa verdadeira divindade epistemológica. Feyerabend propõe outro método, aliás, um contra-método. Ele parte de uma crítica ao dogmatismo científico e aposta no anarquismo enquanto liberdade criativa no âmbito da epistemologia, propondo que se enxerguem os benefícios da pluralidade de ideias nos caminhos do conhecimento. Essas intuições são muito caras ao Grupo de Pesquisa “Comunicação, Jornalismo e Epistemologia da Compreensão”, pois se somam aos esforços de compreender a compreensão como método de produção de conhecimento, tanto científico quanto de outras formas de conhecimento.

Público

Integrantes do projeto “A compreensão como método”, professores e alunos de graduação e pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero e demais interessados internos e externos.

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