Jornalista, fotógrafa, crítica e professora, ela é Simonetta Persichetti

Por: Mariane Monteiro, aluna do 1º ano de jornalismo

A profa. Simonetta Persichetti é apaixonada por fotografia.
Crédito: Paulo Villar

Entre os dias 18 a 22 de setembro, aconteceu a 9ª Edição do Festival de Fotografia de Paraty, conhecido como “Paraty em Foco”. E quem estava por lá, acompanhando os debates e as exposições era a professora de fotojornalismo e colaboradora do jornal O Estado de S. Paulo, Simonetta Persichetti.

Desta vez, a crítica de fotografia ficou apenas nos bastidores, entrevistando e escrevendo. O Estadão encomendara a ela uma reportagem para cobrir o encerramento do festival e discorrer sobre os destaques da mostra de fotografia. Mas Simonetta já adianta que tem em sua agenda outras mostras: “Agora em outubro, acontece o Fórum Latino-Americano, do Itaú Cultural, e fui convidada para entrevistar um dos fotógrafos, mas ainda não sei qual será exatamente”. Escrever e lecionar sobre fotografia é algo que faz parte do cotidiano dessa italiana nascida em Roma e que migrou para o Brasil ainda menina.

Formada pela Faculdade Cásper Líbero em jornalismo em 1979, Simonetta Persichetti é uma profissional que não perde tempo. Também é mestre em Comunicação e Artes pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutora em Psicologia Social pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Seu nome tem grande relevância no âmbito da fotografia: ela foi considerada em 2010 a melhor crítica fotográfica do Brasil.

Como jornalista, Simonetta passou por vários veículos e empresas, como a Editora Abril e a revista IstoÉ. Trabalhou no telejornalismo do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão, a emissora do Grupo Silvio Santos) e foi editora de imagem da Enciclopédia Larousse Cultural, da Editora Universo/Abril Cultural. Ganhou em 1998 o Prêmio Jabuti na categoria reportagem pelo livro Imagens da Fotografia Brasileira.

“Foi a fotografia que migrou até mim”, com essa frase Simonetta conta como ingressou no mundo das fotos. Já havia feito um curso de fotografia na escola Imagem e Ação durante o período da faculdade. Logo após a formatura na Cásper, o primeiro emprego efetivo foi em uma revista de fotografia, a Íris Foto. “Foi então que comecei a escrever, a estudar, a gostar e a me interessar pela fotografia. Mas ela andou em paralelo na minha vida durante muito tempo. Eu trabalhei como jornalista em veículos e publicações em que não escrevia sobre fotografia, como ocorreu no período em que atuei no SBT, por exemplo.”

O fato é que a fotografia e a imagem foi se tornando uma paixão para ela, que escreve sobre o assunto há mais de 30 anos e possui um currículo extenso de cursos ministrados na área de fotografia e imagem. Foi professora de história da fotografia e teoria da comunicação no SENAC. Coordenou, na mesma instituição, a pós-graduação Lato Sensu em Fotografia. Ministrou um curso de fotografia no MAM, e é professora de fotografia na pós-graduação e no mestrado da UEL (Universidade Estadual de Londrina) há dez anos. Ela ministra seus cursos ali uma ou duas vezes por ano.

“Uma das coisas que adoro fazer é viajar para dar aula em cursos de pós-graduação”, e isso explica a razão pela qual aceita propostas das mais distintas para ministrar aulas fora de São Paulo, ou para realizar curadoria de exposições de fotografia. Neste semestre esteve lecionando em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, na pós-graduação em fotografia da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), num período de dois finais de semana. E em 2014, já tem agendada a presença num curso de fotografia em Florianópolis, também de finais de semana.

Na Faculdade Cásper Líbero, Simonetta ministra aulas no Mestrado, sobre comunicação e imagem, além dos cursos no lato sensu e das aulas de Fotojornalismo para os primeiros anos da Graduação em Jornalismo. Apesar da agente lotada, a professora começou um pós-doutorado na Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo, desenvolvendo uma pesquisa em jornalismo focado em fotografia.

Além disso, prepara um livro em que compilará as críticas publicadas no jornal O Estado de S. Paulo e na revista Brasileiros, veículos em que colabora atualmente. “Eu fiquei trinta e tantos anos entrevistando os outros, estudando e pensando. Agora chegou a hora de escrever meu próprio livro, acho que já tenho vivência o suficiente para isso”, conclui.