Cásper em Paris

Por: Prof. Dr. Roberto Chiachiri, Docente e Vice-Diretor da Faculdade Cásper Líbero

Docentes e alunos vão à França

Os professores Filomena Salemme, Tatiana Ferraz e Roberto Chiachiri acompanharam um grupo de alunos em Paris, no mês de novembro (8 a 12) para realização de atividades que proporcionaram aprendizados técnicos, culturais e de experiência profissional.

Visita à Radio France Internationale (RFI) 

A visita técnica à Radio France Internationale (RFI) rádio pública francesa com emissão  em mais de 18 idiomas, propiciou aos alunos o conhecimento in loco de uma jornada de trabalho em uma emissora de  renome e nível internacionais. Além de visitas aos estúdios, à outras emissoras de rádio e de TV, o encontro atingiu seu ápice na redação do Brasil com profissionais que não pouparam esforços e paciência para revelar todos os detalhes de um dia de trabalho na emissora. O grupo teve a oportunidade também de assistir, na RFI, a uma entrevista ao vivo do fotógrafo brasileiro Cláudio Edinger, que estava em Paris para a semana da “Paris Photo”, feira internacional de fotografia de arte.

Os professores Tatiana Ferraz, Roberto Chiachiri e Filomena Salemme, na Radio France Internationale | Foto: Acervo Pessoal

Visita à Universidade Paris Sorbonne

Em plena celebração do armistício de 11 de novembro de 1918, o grupo brasileiro de professores e alunos da Faculdade Cásper Líbero visitou o Palais Académique na Universidade Paris Sorbonne. Foram mais de duas horas de visita em que o grupo pode, além de participar de uma apresentação sobre a história da construção dessa universidade, conhecer sua simbólica arquitetura, mergulhar num universo particular do conhecimento, fazer perguntas sobre e como realizar intercâmbios acadêmicos e culturais.

Alunos e professores da Cásper Líbero em atividades acadêmicas, técnicas e culturais em Paris | Foto tirada pelo grupo

Conversa com a jornalista Sônia Blota

O encontro com a correspondente internacional da TV Bandeirantes, a jornalista Sônia Blota, formada pela Cásper Líbero, encerrou as atividades do grupo em Paris. Foi uma verdadeira aula de como fazer jornalismo em um universo em que tudo, a qualquer momento, pode acontecer. Apontou, também, a importância do olhar perspicaz, atento e rápido que um repórter deve ter para poder executar um trabalho de qualidade. Falou do  amor e do otimismo com uma profissão que tem de se renovar sempre.

Seis anos vivendo em Paris, cobrindo também toda a Europa, Sonia reforçou as diferenças existentes entre a reportagem feita no Brasil e a cobertura internacional. Além do fuso horário e dificuldades operacionais, é preciso também ter uma visão brasileira sobre os fatos europeus.

Conversa com Sônia Blota | Foto tirada pelo grupo

E como foi essa experiência para os casperianos e as casperianas? Confira alguns depoimentos a seguir:

Foto tirada pelo grupo

FERNANDO LUCAREVSCHI 

RFI

O que mais me impressionou na visita à Radio France Internacional foi a importância que a empresa dá para as rádios internacionais. Independente de estatísticas de audiência e de custos, o grupo France Média Monde visa um retorno diferente: conquistar seu espaço nos 72 países estrangeiros que veiculam os programas da emissora.

Sorbonne

A visita à Universidade de Paris Sorbonne me impressionou devido à grande atenção devotada ao conhecimento — e tudo o que o rodeia. Os elementos presentes na universidade– sejam eles as estátuas, as pinturas e até mesmo a fala de nosso guia — convergem para a ideia de que apenas o conhecimento pode nos fazer alcançar novos patamares.

Sonia Blota

A conversa com a correspondente internacional Sonia Blota foi um respiro de otimismo em uma profissão que, cada vez mais, demanda a reinvenção do profissional e a resinificação do trabalho jornalístico. É sempre muito bom ouvir vozes que nos estimulam a seguir o caminho escolhido e nos mostram, por meio de sua história, que ainda há espaço para o bom jornalismo.


LAURA ULIANA 

Foto tirada pelo grupo

RFI

Na RFI, eu fiquei encantada com a seriedade com que o jornalismo é tratado, assim como a diferenciação que eles fazem de jornalismo e comunicação como um todo. Ver a gravação do programa, assim como uma entrevista logo em seguida, foi muito bacana para perceber como a profissão é exercida na prática.

Sorbonne

Conhecer o prédio da Universidade de Paris foi um dos melhores momentos da viagem: é reafirmar que o conhecimento é global e deve ser abordado sem hierarquia entre ciências e letras. A valorização do conhecimento é inspiradora.

Sonia Blota

Apurar. Ter contatos. Saber bem o português. Estar preparada pra correr. Checar informações. São alguns dos conselhos que a jornalista Sonia Blota nos deu na conversa que tivemos com ela em Paris. É bom ouvirmos alguém com tamanha experiência na profissão e ter dicas de como ser melhores profissionais.


BEATRIZ DE CUNTO 

RFI

Foto tirada pelo grupo

A oportunidade de conhecer os estúdios de uma rádio pública internacional, que bate recordes de audiência, fazendo um jornalismo sério, foi motivadora. Além da visita à redação da equipe brasileira, que nos encorajou rumo ao futuro da profissão e compartilhou as experiências que eles vivem diariamente.

Sorbonne

A Universidade contempla o conhecimento e a educação de maneira excepcional. A valorização aos professores, à arquitetura e à arte, atreladas a simbologia de didáticas que se unem, foi o que mais me inspirou.

Sônia Blota

Sônia foi a projeção de um futuro próspero. É a jornalista que, durante o discurso sobre a rotina de um correspondente internacional, me fez ter certeza do caminho que estou seguindo. A curiosidade e a boa apuração, continuam sendo as melhores armas do jornalista. Com humildade e carisma, ela tratou a todos os alunos como bons amigos e nos mostrou que ainda há tempo para acreditar no bom jornalismo e ter esperanças na profissão.


THIAGO PICOLO 

Foto tirada pelo grupo

RFI

A experiência na Radio France foi muito além de uma simples visita para conhecer o trabalho de uma rádio. Fizemos um tour pelo prédio e o que mais me chamou atenção foi a grande diversidade de profissionais que compõem os veículos. Diferentes nacionalidades, gostos e formas de pensamento. Assistimos a uma entrevista ao vivo na rádio com o fotógrafo brasileiro Claudio Edinger, o que foi mais um momento especial. Saindo de lá, fiquei impressionado, pois todas as imagens já estavam editadas na redação brasileira.

Sorbonne

A visita à Sorbonne me impressionou em todos os aspectos. De sua construção à simbologia e história preservada por trás de sua imponente arquitetura. As escadas do hall de entrada, que se encontram no final, simbolizam os caminhos que levam à convergência entre as Ciências e as Letras.  A Universidade é repleta de símbolos míticos que transcendem o plano concreto e nos permitem ir muito além daquilo que se vê. Foi uma experiência incrível!

Sonia Blota

Sonia Blota é a humildade e competência em pessoa. Muito simpática, compartilhou conosco toda sua experiência com o jornalismo internacional e seus desafios. Para mim, particularmente, ela é um exemplo de um jornalismo ético. Suas vivências me encorajam a seguir a carreira de jornalista com bastante seriedade , num trabalho sério e muito importante para o mundo.


VINICIUS LIMA 

RFI

Foto tirada pelo grupo

Uma oportunidade ímpar de conhecer uma equipe multiétnica e multicultural. Um privilégio e uma inspiração para qualquer estudante de jornalismo. Foi muito enriquecedor ver toda a qualidade de suas instalações, conhecer os valores por trás da produção jornalística das redações e poder conversar com vários

Sorbonne

A arquitetura da universidade expressa suas próprias ideias e valores sobre o mundo. É um lugar que pensa. E é muito humanizante visitar esse templo ao conhecimento, uma experiência que te faz perceber como as ciências foram e são importantes para a nossa civilização. A valorização do ofício de professor e da importância da edução me faz voltar para o Brasil repensando a realidade que existe no país e enxergando mais nitidamente seus problemas.

Sonia Blota

A Cásper sempre oferece oportunidades para seus alunos conhecerem e conversarem com profissionais que são referências  na área de comunicação. Fazer isso em Paris e com uma pessoa tão atenciosa como Sonia Blota foi uma experiência única.


GIULIA BOTTINI

Foto tirada pelo grupo

RFI

Estrutura. Essa palavra define grande parte do que a RFI realmente é para mim. Com equipamentos modernos e jornalistas experientes, a rádio demonstra traz o melhor do jornalismo internacional. A maneira com que  buscam transmitir ao público notícias sobre as mais diversas partes do mundo, faz com que o jornalismo se torne algo mais integrado e democrático. Uma rádio pública que sempre preza por sua independência de levar a verdade ao ouvinte.

Sorbonne

A visita à Sorbonne foi muito inspiradora. Muito bem acolhidos, conhecemos a origem de um monumento histórico que, certamente é um diferencial para todos nós. Um lugar incrível e com um passado marcante. Para mim essa foi uma oportunidade única. Sua arquitetura nos revela muito sobre o passado e presente de uma instituição tão importante e simbólica no universo do desenvolvimento do conhecimento.

Sonia Blota

Conhecer a correspondente internacional Sonia Blota foi uma experiência única e que acrescentou muito na vida de todos nós, principalmente aos que sonham em um dia tornar-se um reporter. Ela nos mostrou que não é fácil a rotina de uma correspondente que cobre toda a Europa, mas que existe um lado bom que faz todo o esforço valer a pena.


MARCELA BRANDÃO 

RFI

Foto tirada pelo grupo

A verdadeira Torre de Babel. Na RFI ocorre umas das maiores integrações de culturas que já vi, de maneira organizada e brilhante. Uma rádio com qualidade técnica impecável e com um jornalismo sem fronteiras.Visita que me permitiu trazer os aprendizados adquiridos na Rádio Gazeta a um ambiente que comporta tecnologias de última geração.

Sorbonne

A união faz a força. Com  arquitetura simbólica, a Universidade de Paris – Sorbonne – preza pela igualdade de relevância e valores das Ciências Humanas, Naturais e Exatas. A tradição, que carrega o respeito máximo ao corpo docente, revela que sem os professores nada seríamos.

Sônia Blota

A oportunidade de conhecer alguém apaixonado com a profissão não tem preço. Com um brilho no olhar e muitas histórias para contar, Sônia Blota, jornalista e correspondente internacional em Paris pela Rede Bandeirantes, reforçou ainda mais minha certeza de trabalhar na área da Comunicação. Experiências que só a Cásper poderia nos proporcionar.