No dia 8 de dezembro de 2009, um forte temporal atingiu a cidade de São Paulo e provocou o transbordamento do rio Tietê. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), choveu 38% do esperado para o mês inteiro.
Essa realidade se repete todos os anos na capital paulista. Entretanto, naquele ano, os efeitos das chuvas foram devastadores no extremo da zona leste. Dois bairros vizinhos – Jardim Romano e Vila Itaim – permaneceram debaixo d’água por mais de três meses, e as ruas ficaram alagadas mesmo em dias secos. A região, conhecida como Jardim Pantanal, está localizada na várzea do Tietê, área ocupada naturalmente pela cheia do rio.
No Jardim Romano, a construção de um reservatório e um dique pelo poder público impediu que novas enchentes ocorressem nos verões seguintes. Enquanto isso, nada foi feito na Vila Itaim para a contenção das águas. Mais de 10 mil famílias foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Habitação. Uma parte delas recebeu um auxílio-aluguel para deixar as casas. Os moradores que permaneceram nos bairros esperam a construção do Parque Linear Várzeas do Tietê, que promete resolver o problema dos alagamentos. As famílias que se mudaram para conjuntos habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) encontraram prédios com estrutura comprometida e infraestrutura precária.
Esta reportagem especial mostra a situação dos moradores, as ações do governo para evitar (ou não) os problemas que surgiram após a cheia do rio Tietê e as perspectivas para os dois bairros.
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