A verdadeira magia de um grande festival de música não acontece apenas em cima dos palcos. Como venho acompanhando na minha rotina de executiva de mídia e insights e nas salas de aula da Faculdade Cásper Líbero, onde falo muito sobre mídia e seus desdobramentos como ponto de contato com o consumidor, percebo que o público vai a esses eventos com sede de viver uma experiência completa. As pessoas buscam pertencimento. E é exatamente aí que as marcas encontram a oportunidade de criar conexões reais.
Acredito muito nos festivais como espaço de aproximação com o público, mas essa aproximação só funciona quando a presença da marca é orgânica. Uma ativação boa é aquela que desperta desejo e faz sentido para o target e para o contexto daquele evento específico. Não é sobre estar presente, é sobre ser relevante ali. E existe um limite claro nisso tudo. Colocar pessoas em uma fila interminável, debaixo do sol, só para ganhar um brinde irrelevante não entrega valor nenhum. O público valoriza o próprio tempo e a vivência do festival, e quando a ativação vira apenas uma transação por um produto, a marca ganha alcance mas perde justamente a relevância e a construção do pertencimento com o target.
Seja para um Millenial buscando um espaço de descanso confortável ou para a Geração Z atrás de um ambiente visualmente instagramável, a ativação precisa se integrar de forma fluida na jornada de quem está ali. Estamos falando de utilidade real. Uma estação de hidratação ou um ponto de apoio em um longo dia de shows vale muito mais do que ações intrusivas que tentam interromper o espetáculo. A marca precisa complementar o momento, nunca competir com ele. Marcas que entendem essa dinâmica conseguem atrelar a própria imagem ao público e transformar o dia de quem foi ao festival em algo memorável. Precisamos ser cada vez mais relevantes, criativos e úteis. Se a ação proposta não melhora o dia do consumidor, estamos apenas criando obstáculos no meio do evento, e talvez ganhando um hater a partir de uma péssima experiência.
E vocês, como vocês enxergam a evolução das ativações nos grandes festivais?