Muito além do estereótipo

Por: Dora Giglio

Fugindo dos clichês de seriados americanos e da nossa velha conhecida Malhação, Skam (“Vergonha”, em norueguês), criada em 2015 pela diretora Julie Andem, tem impactado cada vez mais pessoas pelo mundo. Tanto é que depois de seu término, no início de 2017, a série ganhou sete novas versões, que estão fazendo tanto sucesso quanto a original.

Skam contou com quatro temporadas, cada uma com foco em um personagem e nos assuntos ligados a ele. Com algumas mudanças no roteiro, países como Alemanha, Holanda, Itália, França, Estados Unidos, Espanha e Bélgica aproveitaram o talento de Julie Andem para também representarem sua população jovem. Na versão francesa, por exemplo, eles mostram como lidam com a comunidade LGBT e com os protestos que têm se multiplicado pelo país.

Skam dá voz, direção e apoio a muitos jovens nos dias de hoje. A série, em todas suas novas versões, soube explorar o conteúdo que sua primeira versão originalmente transmiti. Além disso, os trabalhos de direção e edição foram muito bem realizados.

O trabalho do elenco das novas versões certamente é um dos pontos altos que concorrem para o sucesso da empreitada. Os atores, todos muito jovens, retratam muito bem as nuances de cada nacionalidade.