Retrato confessional

Por: Nicole Dariolli

Impregnada de metalinguagem, a obra de Agnès Varda, confunde o ficcional com o documental. A cineasta belga radicada na França consegue em seu último filme despedir-se do mundo, deixando sua marca no cinema, na fotografia e nas artes plásticas. Varda por Agnès explora uma série de técnicas e apresenta o trabalho da cineasta a partir de três perspectivas: inspiração, criação e compartilhamento. Varda é considerada uma artista inovadora por evidenciar em toda sua obra a relação entre forma e conteúdo, jamais ocultando do espectador o modo de fazer cinema. Em seu filme-testamento, ela chama a atenção ao parecer tão à vontade para falar de si, concebendo um raro retrato confessional.