Com estéticas sonora e visual muitas vezes agressivas, o heavy metal sobrevive há 40 anos. Na modernidade líquida, em que as (sub ou contra) culturas diluem-se de forma acelerada, ele permanece firme, sem abrir mão de evoluir. Qual o segredo para isso? A proposta aqui é discutir a hipótese de a longevidade metálica se explicar em razão de o HM comportar-se como um parasita dentro da sociedade de consumo midiática e capitalista: ao mesmo tempo em que não nega estar nesse grande “organismo”, se alimenta dele e lhe causa alguns danos ou, pelo menos, mal-estar.
Gustavo Dhein – Jornalista graduado pela Universidade Federal de Santa Maria. É especialista e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou em jornais no Rio Grande do Sul, como assessor de imprensa na Máquina e foi sócio-diretor, por sete anos, da Editora Contadino, em São Paulo.
Palavras-chave: heavy metal; consumo; mídia; resistência
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