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Home Conversas do Estúdio Glass: 5 visões sobre o mercado de influência no Influent Summit
07/07/2026
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Nos dias 24 e 25 de junho, aconteceu o Influent Summit, maior evento de Creator Economy e Marketing de Influência da América Latina. No evento, a Faculdade Cásper Líbero e a TV Gazeta estiveram presentes com o Estúdio Glass, onde foram feitas entrevistas exclusivas com nomes de grande relevância no mercado.

A Creator Economy é o nome dado ao ecossistema econômico e social do mercado de influência e conteúdo nas redes sociais, espaço onde se encontram marcas, agências, influenciadores e muito mais. E, no Influent Summit, muitos desses nomes palestraram sobre os mais variados temas a fim de esclarecer dúvidas e compartilhar suas experiências e conhecimentos.

Para além das palestras, houveram convidados que também conversaram e trouxeram novos insights ao Estúdio Glass. Aqui, vamos destacar cinco principais pontos comentados no nosso estúdio para refletirmos melhor sobre esse mercado.

“A comunicação é uma ciência interdisciplinar”

Nosso diretor acadêmico, Marcelo Santos, falou com a gente sobre as oportunidades dentro do mercado de influência. Ele pontua que os comunicadores precisam desconstruir o preconceito com essa área para entender que existem muitas oportunidades além do âmbito financeiro, onde é possível realizar um trabalho ético que impacte positivamente a sociedade.

Ele também destacou que os influenciadores se beneficiam ao estarem próximos de profissionais da área para consumir um conteúdo sério. Com isso, afirma que “a comunicação é uma ciência interdisciplinar” que atua no processo de mediação entre emissor e receptor, principalmente porque hoje o receptor interage ativamente com a informação que recebe.

Assim, podemos pensar no mercado de influência como um suporte aos comunicadores e vice-versa, mostrando a importância de desconstruir barreiras entre eles para que se desenvolvam melhor e se adequem às mudanças que vão surgindo.

“O futuro é humano.”

Marcelo ainda diz acreditar que o medo de sermos substituídos em meio a esse rompante de Inteligência Artificial é um medo bobo, afirmando que o que nos faz humanos são as competências sociais.

Para ele, tanto o mundo do trabalho como o da comunicação caminham em busca do desenvolvimento dessas competências aos estudantes.

E, para a área da comunicação, enxerga como fundamental dissociar as competências técnicas das humanas. Segundo ele, o que sempre fez um bom comunicador é aquilo que a Cásper carrega consigo desde sempre: um núcleo de formação humanística.

“Quando tudo é IA, tudo que vai sobrar é você”

A empresária Monique Evelle trouxe uma reflexão sobre manter a própria essência viva em tempos em que a Inteligência Artificial não para de crescer. Ela comenta que, nessa fase da Creator Economy, trata-se mais de sustentar o que se é do que ser uma cópia.

Ela também aponta que a ausência de senso crítico dificulta o processo de diferenciação em um cenário onde tudo está igual, e que é preciso “viver para ter o que criar”, indo além da segurança e da concordância que a IA oferece e se permitindo escutar um “não” quando necessário.

“Influenciar nunca foi um número. Ele é um verbo”

Sócia e CMO do Influent Summit, Patrícia Ribeiro falou sobre a relação entre influenciador e marca na construção de parcerias. Para ela, é fundamental que a marca conheça a sua própria audiência, sendo o influenciador a ponte que os conecta. Se ele estiver alinhado com o discurso da marca, as chances de sucesso aumentam.

Pelo lado do influenciador, o importante é ter conhecimento profundo do próprio segmento. Ela diz que hoje muitos criadores iniciam sua jornada querendo falar sobre tudo, e afirma que “quem fala com todo mundo não fala com ninguém”.

A criatividade como um exercício

Leo Bacci, criador do canal BomDiaLeo, compartilhou sua perspectiva acerca do desenvolvimento da criatividade.

Para ele, a criatividade não é algo que já nasce definido, mas sim moldado através das vivências. A partir do consumo de referências e da forma como as pessoas enxergam o mundo ao seu redor, ela pode ser exercitada e construída — principalmente quando novos pontos de vista passam a ser acolhidos.

Por fim, as conversas do Estúdio Glass mostram que a Creator Economy está muito além dos números. A mensagem final é que, em um mercado que está em constante transformação, manter a autenticidade viva e trabalhar o senso crítico é essencial na comunicação.