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Home Linguagem da internet redefine estratégias de comunicação das empresas e cria cargo de ZEO
27/05/2026
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Memes, emojis, trends… A linguagem da internet mudou e as empresas precisaram se adaptar. Você já reparou que Globo, Burguer King e Netflix, por exemplo, produzem conteúdos mais próximos do cotidiano do público? Com o avanço das redes sociais isso se tornou cada vez mais comum e surge como resposta à ascensão da geração Z.  

A Geração Z e os novos caminhos da comunicação 

A necessidade de se comunicar de forma eficiente com as novas gerações é tanta, que empresas criaram um cargo denominado “ZEO”. A pessoa que assume essa posição tem a responsabilidade de trazer uma versão dinâmica para a marca, representando os ideais da Geração Z. 

A Casperiana Luiza Guerra, formada em relações públicas, foi a primeira ZEO do Brasil. Em seu LinkedIn, ela afirma que, durante sua atuação, descobriu “o valor de ter uma representante geracional para trazer novas perspectivas ainda inexploradas, capazes de provocar mudanças positivas e duradouras”. 

Com um plano de desenvolvimento que ela mesma criou, o Plano StartZLuiza começou um movimento que inspirou empresas ao redor do país, promoveu debates entre gerações e buscou inovações para o agora e para o futuro da comunicação. 

A linguagem da geração Z  

A geração Z é denominada como “nativa digital”, já que cresceu em um mundo conectado e nunca viveu sem as redes sociais. Desse modo, está acostumada a interagir, socializar e consumir de forma online.  

Hoje, esse grupo representa uma parcela ativa do mercado consumidor, com cerca de R$ 662 bilhões em poder de compra, segundo a pesquisa “Quais as dificuldades das empresas brasileiras com a Geração Z?”, do InstitutoZ,  em 2025.  Por isso, as marcas procuram estar atentas a sua movimentação.  

A rede Globo, por exemplo, utiliza uma linguagem mais “coloquial” dentro das suas redes sociais. No X (antigo Twitter), cada assunto discutido é de responsabilidade de um “adm”. Durante o Lollapalooza, um “adm” fez postagens em tempo real sobre o evento, utilizando um vocabulário simples e próximo do público.  

https://x.com/tvglobo/status/2035440182053249537?s=46

Segundo Samantha Almeida, diretora de marketing da TV Globo, essa estratégia faz parte de um planejamento voltado totalmente ao modelo digital e às redes sociais.  

Uma cobrança de parecer natural 

Não basta apenas publicar conteúdos com vocabulários “modernos” ou participar de trends só para parecer “atualizado”. É necessário, acima de tudo, que a linguagem soe natural. O público exige autenticidade nos conteúdos, para que sejam aceitos.  

Recentemente, o bordão “Vai, Brasa”, utilizado pela Nike nas novas camisas da seleção brasileira de futebol, gerou polêmica nas redes. A intenção da fornecedora esportiva era a de aproximar marca do público mais jovem, conectando-o com a identidade nacional.  

De acordo com Rachel Denti, designer da Nike responsável pelo projeto, a expressão foi escolhida por, teoricamente, já ser ouvida nas ruas e arquibancadas. Entretanto, a reação do público foi outra: surgiram críticas e comentários nas redes afirmando que o bordão era somente uma estratégia de marketing artificial. 

https://x.com/compracomcupom/status/2056739037310816660?s=46

Saber interagir com o público-alvo está se tornando essencial para as empresas, como uma maneira de construir confiança e relações duradouras. Nesse cenário, o futuro da comunicação parece caminhar para uma busca cada vez maior por conexão e identificação com a audiência.