A visão espetacular do “povo na rua” tomou conta da cobertura midiática das manifestações brasileiras de junho de 2013. As pessoas unidas, sob a bandeira do país, foram às ruas ‘reivindicar’ e os poucos momentos de individualismo pareciam se resumir aos comportamentos narcisistas de jovens em pose para fotos que inundaram as redes sociais. Mas, em meio à “turba indefinida” e “sem bandeiras”, grupos organizados se mobilizaram e suas participações nos protestos se deram de maneira singular. Médicos e advogados se reuniram para oferecer seu conhecimento técnico em apoio à população.
Palavras-chave: manifestações; espetacularização; grupos profissionais; identidade social; solidariedade social.
Mara Rovida – Doutoranda em ciências da comunicação no PPGCOM da ECA-USP, mestre em comunicação social pela Faculdade Cásper Libero, jornalista e membro do grupo de pesquisa do CNPQ Comunicação e Sociedade do Espetáculo. É autora dos artigos “Fragmentação ou segmentação social – Durkheim, Debord e o jornalismo segmentado”, publicado na revista Estudos de Sociologia, e “O trânsito em pauta:o debate público, político e jornalístico sobre o problema da mobilidade”, publicado na Revista Parágrafo, além de ser co-autora do verbete Anomia que faz parte da Enciclopédia Intercom de Comunicação.
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