1ª edição do Rock’n Cásper acontece em São Paulo

Por: Gilles Sonsino, ex-aluno de Rádio e TV

Evento reuniu bandas de diversas vertentes do rock em tarde calorosa na cidade

Show durante 1ª edição do Rock‘n Cásper
Crédito: Camila Smid

Neste último sábado, 19, o espaço Elevate, na rua da Consolação, 1749, abriu as portas para a realização do primeiro Rock‘n Cásper, o festival de bandas da Faculdade Cásper Líbero, organizado pelo Centro Acadêmico Vladimir Herzog (CAVH). Com a escolha de seis grupos para se apresentarem, o evento teve início por volta das 13h e se estendeu até às 19h30. O dia foi de bastante sol, o que favoreceu a presença do público e dos músicos, além de facilitar a organização e contribuir para a conclusão dos últimos detalhes da festa.

A casa estava toda montada e customizada para receber as pessoas. Com dizeres nas paredes como “Hey Ho Let‘s Go” e “Highway to Hell”, além de pôsteres de bandas do Rock pendurados por todos os cantos, foi montado um palco na área central do corredor principal. Ali estava separado o local para os amplificadores, bateria e caixas de som. Ao lado, havia um espaço para os DJs da festa; Nina Emerich, do programa Perdidos no Ar, e o Delta Goofy, formado por Rafael Takano e Marcello de Aguiar. Com cordialidade e precisão, preencheram o evento com vasta diversidade sonora.

As bandas foram, obviamente, a grande espera do público. Com os devidos grupos cotados a se apresentar, o festival começou, efetivamente, por volta das 15h. Quem abriu a tarde musical foi Volume 12, trazendo influências do Heavy Metal e do Hard Rock. Formada em 2009, mostrou um repertório que caminhou por Led Zeppelin, Aerosmith e AC/DC. Com excelente qualidade, conseguiram preparar e agitar toda a audiência que chegava, interagindo e brincando com todos.

O segundo lugar a tocar foi a banda Choir, formada em 2012. O vocal feminino foi o destaque em meio aos outros grupos, cantando um som que se baseou no Rock Alternativo. Todo grupo parecia bem integrado, apesar de terem passado por problemas técnicos. Mesmo assim, conseguiram levar seu som e mensagem aos que estavam lá.

Quem deu continuidade às apresentações foi a Cachimbongfire, de 2011. Com um repertório bastante diversificado, tocaram de Planet Hemp até Pearl Jam. Mostraram segurança e presença de palco, executando covers com boa qualidade musical, além do som próprio, “Aí Seria Pala”, este que parecia bem conhecido entre os que estavam lá. Apesar de também passarem por pequenos imprevistos técnicos, não deixaram a animação se perder. Todos os membros interagiram bastante com os presentes, criando um ótimo clima para os que se apresentaram na sequência.

O penúltimo grupo a mostrar seu som foi o Filadelfia Bacamartes. Talvez o mais inusitado do festival, utilizou instrumentos bastante singulares e tocou um material que não havia sido mostrado até então. Com fortes influências do Funk e Soul americanos, além de um groove próprio com traços da música brasileira, apresentaram sintonia e envolvimento com os espectadores. Conseguiram agradar a todos mesmo não se prendendo a músicas de fácil conhecimento popular.

O encerramento do dia ficou por conta da Numes, que se estruturou dentro do Punk Rock e do Hardcore clássico, sem muita enrolação. Também mostraram influências de Red Hot Chili Peppers e Sublime. Fizeram um show bastante agitado, com direito a participação intensa daqueles que “roubavam” os microfones e cantavam junto aos integrantes, sem contar o número de rodas e o famoso bate-cabeça – que não poderia faltar.

Já a Rusty Graz, formada por Mateus Grazina e Gabriel Rustice, que estava escalada para tocar, infelizmente enfrentou imprevistos e não pôde mostrar seu som. Com um repertório marcado apenas pela presença de instrumentos de corda (guitarra e violão) e voz, além da participação especial de Pedro Brum, no banjo, fica a sugestão para fuçar o som deles.

E claro, nada disso teria acontecido sem a ajuda e energia de todos. O CAVH merece um parabéns especial por idealizar tal projeto e fazê-lo acontecer mesmo com todas as dificuldades encontradas, seja de instância técnica como burocrática. O público e as bandas também se uniram em prol do sucesso coletivo. Tudo isso contribuiu para a realização do primeiro Rock’n Cásper, que trouxe, sem dúvida alguma, o verdadeiro espírito do Faça Você Mesmo em todos os seus aspectos, deixando claro que, mesmo com problemas, a festa não pode parar. Todos saíram de lá com a certeza de que, em breve, haverá outra edição do evento.