Casperianos entrevistam o fotógrafo Boris Kossoy

Por: Ciro Oliveira, Natália Ranhel e Deysi Cioccari

Assista ao vídeo do pesquisador sobre as representações imagéticas na sociedade

 

O mundo está submerso pelas imagens e, mesmo assim, a reflexão sobre elas na sociedade ainda nada no raso. O pesquisador e fotógrafo, Boris Kossoy, é um dos que decidiu imergir neste oceano imagético e trazer indagações e respostas sobre a representação da imagem, mais especificamente, da fotografia. Indo além de suposições, propondo novas perspectivas e inovando este pensar.

Kossoy nasceu em 1941, em São Paulo. Formou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Depois, se tornou mestre e doutor pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e atua como professor titular na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, também é docente no programa de Pós-Graduação da USP e coordena o Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Imagem e Memórias (NEIIM/USP) da mesma universidade. Possui uma obra extensa em relação à fotografia, com uma trilogia de livros que se dedica à temática e que são o principal ponto de discussão deste vídeo: Fotografia e história; Realidades e ficções na trama fotográfica; e Os tempos da fotografia.

O atual vídeo é o resultado de uma entrevista feita com o teórico em 2018. Sua casa, que também é seu estúdio fotográfico, foi o fundo desta entrevista sobre imagem. Neste diálogo Kossoy traz para quem assiste uma reflexão sobre como estas representações imagéticas podem estar relacionadas a maneira como as pessoas interagem com o mundo e com elas mesmas, estando atreladas à memória material e imaterial de uma sociedade por aquilo que mostram e, mais importante ainda, o que deixam de mostrar. Para ela “estamos sempre falando no visível e no invisível, no aparente e no oculto. Os significados estão no oculto da imagem. Questões de conflitos que tratam de vida, de morte e de sociedade, sempre existem modos de ver, interesses e ideologias”.