Casperianos de RTVI conquistam prêmio

Por: Marcela Schiavon, do Núcleo de Mídias Digitais

Alunos do curso de Rádio, TV e Internet venceram com o curta “A Hora do Morfeu”

Cena do curta-metragem de ficção “A Hora do Morfeu”, ganhador do prêmio no Festival da Freguesia do Ó

 

Após a experiência em sala de aula com o projeto interdisciplinar, proposto ao longo do 2º e 3º ano do curso de Rádio, TV e Internet da Cásper Líbero, Casperianos criaram o curta-metragem “A Hora do Morfeu”. A Esfinge Produções (produtora idealizada pelos alunos) e o roteiro resultaram de uma ideia antiga que o grupo desenvolveu na Faculdade. A produção conquistou o prêmio de “Melhor Curta-Metragem de Ficção” no Festival da Freguesia do Ó.

Ana Luísa Gobbi, Ana Paula Cunha, Ariela Lopes, Bruno Garcia, Karla Galvão, Letícia Pontes de Souza, Lucas Nascimento, Martha Assumpção e Pedro Fuoco queriam algo que saísse do padrão. Eles pensaram nos curtas universitários que conheciam e quiseram fazer algo diferente. Como todos são fãs de suspense, o tema pareceu a melhor escolha.

Clact Zoom

Com o auxílio da produtora experimental, os estudantes conseguiram aprimorar o trabalho: “A Clact Zoom ofereceu muito apoio em termos de empréstimo de material e até algumas sugestões e opiniões sobre o primeiro corte. As dicas de seu coordenador, Marco Vale, foram muito úteis e jogaram uma luz quando precisamos”, afirma Lucas, roteirista e diretor do curta.

A produtora recebe projetos e roteiros para avaliação com frequência e, em conjunto, o professor responsável e a equipe com quatro monitores analisam e sugerem dicas artísticas e técnicas. Algumas ideias tornam-se projetos concretos e a Clact Zoom auxilia tanto na produção do conteúdo, quanto em questões de logística ou operações de equipamentos. “Prêmios para projetos de alunos, além do estimulo e reconhecimento gerados ao trabalho dos jovens colegas, amplia as possibilidades de um público maior e do próprio mercado de trabalho conhecerem o potencial dos Casperianos”, comenta Marco Vale.

Festival

A ideia de inscrever o trabalho em um festival veio de um dos atores com quem os alunos trabalharam em outro projeto. Para Roberto D’ugo, coordenador do curso de RTVI, a participação em festivais e prêmios funciona como uma janela de visibilidade que ajuda os competidores a se posicionarem melhor no mercado. “A competição com outros trabalhos é uma experiência fundamental para a carreira de um realizador em audiovisual – isto ocorre em festivais, em grades de programação, na distribuição em salas de cinema, em editais públicos, pitchings, por exemplo. Erros e êxitos precisam ser encarados nessa dinâmica, nesse feedback público e competitivo”.

Para os Casperianos, a experiência foi única, valeu como um reconhecimento pelo trabalho do ano todo e os motivou a continuar produzindo e aprimorando os conhecimentos. Os vencedores do prêmio querem seguir com a produção de conteúdo, contando com o auxílio da produtora experimental. Nesse ano, pensam em dar continuidade à webserie Alameda Lacuna, criada em 2016, e também selecionada para festivais. Cerca de oito novos episódios serão produzidos e lançados em 2017.