Vozes assistentes

Por: Bruno Ascenso e Rafaela Bonilla

Os voluntários da COP dão suas opiniões sobre os problemas climáticos em seus próprios países

Parte dos voluntários permanecem na saída e na entrada da Conferência para dar assistência às pessoas. Créditos: Bruno Ascenso

No dia 5 de Dezembro é comemorado o Dia Mundial do Voluntariado. A COP 24, Conferência da ONU que discute as mudanças climáticas, concentra uma grande quantidade de voluntários em suas instalações em Katowice, na Polônia. A conferência recebe mais de 30.000 pessoas de mais de 196 países, onde é imprescindível a ajuda de pessoas engajadas com o tema e dispostas a receber e ajudar os participantes.

Com quase 600 integrantes neste ano, o voluntariado da COP contou com um método de inscrição via Internet. No site da conferência, os interessados preencheram e enviaram uma aplicação até 15 de outubro e agendaram entrevistas individuais. Ao serem convocados, todos passaram por um treinamento e eventos que sucederam o início da conferência.

Entre as responsabilidades de um voluntário também está o dever de ser solícito e fazer todos se sentirem em casa. Para o polonês Jedrzej Błaszczak, a tarefa se torna mais fácil, já que ele mora nas proximidades de Katowice, sede da COP.

Ele diz que se voluntariou porque gosta de ajudar pessoas e participar de eventos desse tipo. Jedrzej também comenta que a Polônia depende muito do carvão e que seu presidente defende a indústria, porém sabe que o carvão não é a melhor opção para o meio ambiente e acredita que deveriam procurar outras alternativas.

Vindo do país vizinho, o alemão Jan Von Bargen participou da edição passada da COP e novamente marcou presença no evento em 2018. Ele diz que vê o voluntariado como uma oportunidade de “ganhar experiência e conhecer outras pessoas, além de saber o que é novo na questão da preservação do meio ambiente.”

No que diz respeito a seu país, Jan acredita que os políticos deveriam colocar mais pressão sobre os temas relacionados ao meio ambiente. Além disso, ele afirma:

“A questão dos refugiados é preocupante, já que com as mudanças em curso, provavelmente mais e mais pessoas irão buscar abrigo em países como a Alemanha.”

O brasileiro Lucas Ramos, de 21 anos, estuda Relações Internacionais e também se voluntariou para a COP para “colocar em prática o que aprende no curso”. Ele já havia sido voluntário no mundial de clubes de vôlei, que também foi sediado na Polônia, e na Finit, feira de tecnologia em Belo Horizonte, local onde reside no Brasil.

Em relação ao país, Lucas diz que sua maior preocupação é com o futuro das políticas voltadas para o meio ambiente, já que acredita que, com o início de um novo mandato, há incertezas em relação ao posicionamento do novo presidente aos problemas climáticos.

A COP encerra suas atividades na próxima sexta-feira, dia 14 de dezembro, em Katowice e ainda contará com a ajuda dos voluntários para eventos subsequentes neste mês.