No MIS você não vai achar “coisa de museu”

Por: Luiz Fernando de Palma

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Edição nº zero – 2013

O gaúcho de Porto Alegre, André Sturm, começou no cinema em 1984, aos 18 anos, como programador de cineclube, logo depois de ter chegado a São Paulo e ainda nos tempos de estudante da Faculdade de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu as atividades de direção, produção e distribuição de filmes de arte, à frente da Pandora Filmes. No final dos anos 1980 e começo dos 1990, chefiou o departamento de programação da Cinemateca Brasileira.

Como cineasta fez quatro curtas-metragens “Arrepio” (1987), “Nem Tudo o que é Sonho Desmancha no Ar” (1989), “Domingo no Campo” (1994), vencedor dos prêmios de melhor diretor e ator (Osmar Prado) no Festival de Gramado, e “Quem Você Mais Deseja” (em parceria com Silvia Rocha Campos), que ganhou os prêmios de melhor roteiro no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, de melhor filme no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, além do troféu de melhor atuação masculina para Chico Diaz, no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá.

Em 2002 lançou “Sonhos Tropicais”, seu primeiro longa-metragem como diretor, um filme de época que deu a Carolina Kasting o prêmio de melhor atriz no Festival de Recife, e mais recentemente outro longa, “Bodas de Papel” (2008). Em defesa da formatação de uma política cinematográfica para o cinema brasileiro, presidiu o Programa Cinema do Brasil, criado pelo Sindicado da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo e financiado pela APEX – Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e pelo Ministério da Cultura, com o objetivo de incentivar a exportação de filmes brasileiros.

Em 2004, passou a atuar também como exibidor, assumindo o cinema HSBC Belas Artes (São Paulo), um dos “templos do cinema na cidade”, que foi fechado em 2011. Foi Coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural (Secretaria de Estado da Cultura – São Paulo) de 2007 a maio de 2011, quando foi escolhido como diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS) em assembleia do Conselho Administrativo da Organização Social responsável pela instituição.

Assim que assumiu a direção e curadoria do MIS, André Sturm anunciou que pretendia ampliar o alcance das atividades do museu e abrir o museu ao debate das mídias tradicionais.

Neste áudio ele explica como está sendo posta em prática aquela ideia de ampliar o foco do MIS e responde se já foi possível mudar o perfil do museu, que até a sua posse era considerado “hermético”:

 

Ao tratar das diferenças entre o que era feito antes e o que passou a acontecer no MIS sob nova direção, ele não disfarça seu entusiasmo ao enfatizar sua proposta de atrair espetáculos de artes cênicas, o teatro e a dança, em que se estabeleça o diálogo com a imagem e com o som, num formato mais contemporâneo. E cita como exemplo, a peça de teatro Kollwitzstrasse, 52, de Esmir Filho e Ismael Caneppele, em que três atores interpretam fatos ocorridos entre os dois autores e a pesquisadora Marta Machado durante um inverno em Berlim na virada de 2009/2010. Durante 45 dias que passaram juntos, cada um deles manteve uma câmera ligada o tempo todo, filmando imagens documentais de tudo o que estava acontecendo. Foi um misto de teatro, cinema e instalação, em que os atores dialogavam no palco com as imagens das cenas reais projetadas na tela. Muitas vezes aparecia na tela um personagem que dialogava com o ator que no palco interpretava o outro personagem. Era um espetáculo de artes cênicas dialogando com a imagem e com o som do filme. Foi apresentado de setembro a novembro de 2012, contando com a atriz mexicana Ines Efrón (dos filmes argentinos XXY e Medianeras), Juliane Elting (Os Sertões) e o artista plástico alemão Daniel Beerstecher.

Nos anos anteriores à sua entrada, o museu desenvolvia um trabalho exclusivamente ligado à arte contemporânea nas novas mídias. André sustenta que apesar de ser um foco importante como criação artística de ponta, que desafia e agita, constitui-se, de certa maneira, “o gueto no gueto”. Para ele a arte contemporânea é mais difícil, precisa de uma intermediação e, por isso mesmo, tem um público mais reduzido. Essa arte nas “novas mídias” é ainda mais complexa. Então o museu acabou se isolando e se tornando um espaço que somente esse público acessava.

Por falar em “novas mídias”, prosseguimos a conversa perguntando como ele vê o debate travado nos meios universitários e no mercado de comunicação no que se refere à concorrência entre as chamadas mídias instantâneas e os veículos do jornalismo tradicional, especialmente, os jornais e revistas impressos.

Arruaça: Em sua opinião, essas novas mídias vão superar os veículos tradicionais do jornalismo?

André Sturm: Eu não sei. Não acho que necessariamente irá acontecer isso. Eu acredito que podem ser complementares. Essa mídia ninja, essas mídias instantâneas têm um caráter documental, mas ele não é neutro em primeiro lugar. Ele é sempre com o olhar de quem segura a câmera. Então ele tem a sua importância por estar mostrando ali, naquele momento, mas eu acho que o jornalismo impresso, principalmente, tem a possibilidade de ocupar o espaço que é o da notícia com reflexão, que aquela notícia instantânea não tem. A notícia instantânea é jogada em cima de você. Mas eu acho que o jornalismo tem um espaço para quem quer mais do que simplesmente a foto e quem quer mais do que simplesmente o vídeo. Quem quer a opinião, quem quer a informação detalhada, quem quer informações complementares. Eu viajo um pouco para a Europa e lá você vê que os jornais que estão firmes e fortes são os jornais que apostam nisso. Os jornais que apostam em ficar só pondo foto e notícias pequenas estão indo para o vinagre. Os jornais que estão mais sólidos são justamente aqueles que se diferenciam desta mídia instantânea. E há na Europa alguns jornais que permanecem muito fortes independentemente de qualquer vinculação com grandes empresas do mundo eletrônico.

Arruaça: No que se refere ao “Projeto de levar o MIS para fora dele”, como está a evolução da programação de abertura de “Pontos MIS” pelo Estado? Os bairros da periferia e cidades da região metropolitana de São Paulo também serão incluídos nesse projeto?

André Sturm: Sim, o projeto está indo muito bem. Nós já temos 140 “Pontos MIS”, em 130 cidades do interior e nove pontos que funcionam na periferia dentro das “Fábricas de Cultura”, localizadas em regiões bem desassistidas, em regiões de situação de IPH muito baixo. E nessas 130 cidades no interior do estado, temos 10 cidades com mais de 100.000 habitantes, as outras 120 tem menos que 100.000 habitantes e 75 têm menos de 15.000 habitantes. Então é um programa que realmente vai aonde não tem ação cultural ou aonde tem muito pouca ação cultural. Tem sido um sucesso, nós testamos fazendo encontros regionais com os gestores culturais e se percebe a relevância que tem esse programa, que é composto de simular a criação de um ponto onde se passa filmes, um cinema alternativo ou um pequeno cinema, no auditório de uma biblioteca, num centro cultural, enfim, a gente manda um programa de cinema por mês, sempre tem um longa e um curta pelo menos, acompanhados de uma oficina de fotografia, de cinema, de animação, com profissionais muito gabaritados e todo esse trabalho está funcionando muito bem.

Arruaça: Esses “Pontos MIS” só podem ser instalados em entidades culturais, como bibliotecas e centros culturais? Não haveria possibilidade de serem instalados no interior de clubes, grêmios ou associações recreativas de funcionários der grandes empresas, por exemplo?

André Sturm: Em princípio a ideia é criar espaços públicos. Então se eventualmente a associação dos funcionários da empresa X tem um local que possa ser acessado por todas as pessoas da comunidade, não haveria nenhum óbice. Agora dentro de uma empresa ou de um clube em que só os seus empregados ou associados vão assistir, aí não é o nosso papel. A gente pode até ajudar a eles a passarem os filmes, mas não seria um “Ponto MIS”.
“Eu precisava criar uma exposição que tivesse um “clima Kubrick”, que é o que une os filmes dele”.

Arruaça: Quais as suas impressões sobre a montagem da exposição Stanley Kubrick. Eu concordo com a sua opinião conceituando aquele cineasta como um “ícone da cultura ocidental” e imagino que trazer, de forma pioneira para um museu brasileiro, e organizar aquela exposição no MIS foi um grande desafio. Principalmente considerando-se a novidade que foi a sua adaptação e contextualização aos ambientes do museu.

André Sturm: Sim e foi muito bacana. Nós gastamos certo tempo para conseguir negociar e para acertar todos os detalhes. A exposição foi montada pelo Museu de Frankfurt e estava viajando pelo mundo. A exposição tem 600 objetos, objetos entendidos como fotos, manuscritos e outros itens. E nós, a partir da exposição que circulava por outros países, desenvolvemos uma exposição nova. O que se viu aqui no MIS não foi visto em nenhum lugar do mundo. Em todos os museus onde ela esteve anteriormente, em todas as outras grandes cidades, Paris, Amsterdam, Berlim, era uma exposição que tinha vitrines, objetos na parede, num formato tradicional de exposição de museu. Eu achei que sendo o Kubrick, era preciso fazer algo mais, eu precisava criar uma exposição que tivesse um “clima Kubrick”, que é o que une os filmes dele. Aquela sensação de “no limite”, ou seja, sempre a sensação de personagens no limite, que algumas vezes passa e outras vezes não passa. Então quis criar uma exposição em que o expectador desta tivesse também essas sensações que os filmes do Kubrick passam. Que fosse uma viagem sensorial pelos filmes. Para cada filme, nós criamos uma sala, salas diferentes umas das outras. E em cada sala se recria um pouco do ambiente do filme. É claro através de um ou dois elementos, também não dá para recriar o filme inteiro, e é legal porque a gente percebe que as pessoas embarcam mesmo, as pessoas viajam nessa coisa. Na verdade tivemos um público muito variado, não um público só de cinéfilos. Tivemos muito cinéfilos, muitos amigos que mandam e-mails, meus amigos do mundo cinema, dos museus, mas também pessoas sem tanta afinidade com cinema, pais com seus filhos, famílias que podemos chamar de comuns, enfim que não é o público usual do museu que vinha visitar aquela exposição, muita gente do interior, dos outros estados, muita gente falando outras línguas. Então realmente virou um evento muito importante, muito grande.

“Com o passar do tempo infelizmente criou-se uma expressão quando se vê alguma coisa meio velha, fala-se que isso é coisa de museu. Isso é pejorativo.”

Arruaça: Qual é a sua expectativa em trazer a exposição David Bowie para o MIS, depois do grande sucesso que ela vem tendo The Victoria and Albert Museum, de Londres? Também faz parte da estratégia de atrair novos públicos?

André Sturm: Com certeza vai ao mesmo sentido de oferecer uma programação diferenciada e de impacto, uma programação que estimule as pessoas a virem aqui. Com o passar do tempo infelizmente criou-se uma expressão quando se vê alguma coisa meio velha, fala-se que “isso é coisa de museu”. Isso é pejorativo. Você não fala de uma coisa valiosa que ela é de museu, você fala isso de uma coisa ruim.

Então um dos desafios que eu me imbuí aqui no MIS foi fazer com que as pessoas saiam daqui achando que “museu é bacana”. Não só para que elas venham ao MIS sempre, mas para que elas também comecem a ir aos outros museus. Faz parte do meu trabalho esse desafio de criar um espaço num ambiente, que é um museu, não é que a gente está descaracterizando, mas a gente está mostrando para as pessoas que museu não é um lugar que tem teia de aranha e coisa velha. Museu é um lugar vivo, é um lugar em que as pessoas podem viver experiências sensoriais, onde elas podem conhecer coisas novas, podem rever coisas que elas gostam e ampliar o seu conhecimento e o seu universo de interesse.

Arruaça: Como é o conteúdo dessa exposição do David Bowie? Quais as suas principais atrações?

André Sturm. É uma exposição sobre o David Bowie. Conta a carreira dele desde o início até os dias de hoje. Todas as mudanças que ele passou e o David Bowie como um artista que é um guardador de coisas. Ele guardou muita coisa, é tudo dele, desde os figurinos originais usados nos diferentes personagens que ele criou, esboços que ele fez para capas de discos, Storyboards que ele fez para videoclipes, um guardanapo em que ele começou a escrever uma letra de música. Então é realmente uma imersão no “mundo David Bowie” por meio da qual você vai conhecer melhor esse artista e ver como ele é. Numa definição que eu tenho empregado, o David Bowie é um “homem da renascença”. Ele não é só um cantor ou só um compositor. Ele é um pintor, ele é um designer, e ele é um cara que vislumbra mudanças antes que elas existam. Você olha um material do Bowie, uma roupa ou um figurino e você fala: “Nossa! A Madonna também fazia isso.” Mas só que se você for lá olhar, o David Bowie fez isso quinze anos antes, não foi só há seis meses. Ele fez quinze anos antes uma coisa que só foi virar moda, quinze anos depois.

Arruaça: Comparando-se a exposição do David Bowie como foi montada e exibida em Londres, com a que será exibida aqui no MIS, serão feitas algumas adaptações semelhantes ao que ocorreu no caso na exposição do Stanley Kubrick?

André Sturm: Essa será menos diferente. Por essa é uma exposição que já foi concebida de uma maneira muito original. Modestamente, não tão original quanto à exposição do Kubrick aqui. Mas é uma exposição já muito construída, muito completa e que não dá para mudar muito. Estamos fazendo algumas mudanças, estamos criando alguns ambientes diferentes porque a gente não consegue não mexer nas exposições, mas ela é bem mais parecida.

Arruaça: A programação do Green Sunset e o seu escopo de unir a música eletrônica à arte , o que tem a ver com a atual política de atuação do MIS? Ela já existia antes ou começou com a sua chegada?

André Sturm: Ela já existia, mas com o nome de “Sunset”. O que foi mudado quando eu entrei aqui é que esse evento era aberto, gratuito e tinha virado um problema, porque atraia gente demais e não tinha infraestrutura suficiente. Eu confesso que nem conhecia esse evento, que não é muito da minha praia, mas alguns amigos que eram fãs quando o programa começou uns seis meses antes, vieram me dizer que ele tinha estragado. Que o evento tinha ficado grande demais. Então o que fizemos foi transformar a programação numa coisa que manteve o espírito original, mas passamos a cercar e a cobrar ingressos, procurando com isso estabelecer um limite das pessoas que entram. Criamos uma infraestrutura muito grande, passamos a alugar cerca de 30 banheiros químicos por evento, montamos uma estrutura de bares espalhados pelas áreas. Antes havia um bar e só os banheiros do MIS, então as pessoas passavam uma hora na fila do banheiro, uma hora e quinze na fila da cerveja. Com isso conseguimos transformar o evento que era um sucesso de público, mas que estava se degenerando, numa programação que é um hit. Abre a bilheteria para venda de ingressos e acaba em dois, três dias.

Arruaça: A participação nos eventos do Green Sunset de indústrias de bebidas que fazem promoções de seus produtos como é formalizada? É uma promoção em forma de parceria com o MIS ou são independentes?

André Sturm: O MIS tem um bar que é terceirizado, que fica aberto normalmente e vende durante os diversos eventos e no “Green Sunset” também são feitas parcerias com empresas interessadas. Quase sempre temos algum parceiro do setor de bebidas, na promoção de um drink deste patrocinador para cada ingresso.

Arruaça: Vocês têm ouvido críticas de pessoas mais tradicionais a esses eventos com música eletrônica num espaço como o MIS ou são mais elogios?

André Sturm: São ouvidos mais elogios. Há sempre gente que reclama de tudo, isso é normal. Há gente que reclama que tem muito movimento no museu, por exemplo, tem gente que acha isso ruim. Mas, majoritariamente, temos ouvido elogios.

Arruaça: Como as leis de incentivo à cultura, audiovisual, Rouanet e PROAC influenciam a política de atuação do MIS?

André Sturm: O MIS tem um orçamento de verbas que recebe do governo do Estado. O museu é uma Organização Social que tem um contrato com a Secretaria da Cultura. A Secretaria repassa os recursos que são condicionados ao cumprimento de uma série de obrigações e metas. E como segunda fonte de receitas, nós também inscrevemos projetos nas leis de incentivo. Então foram relevantes os recursos que se conseguiu captar com as leis de incentivo este ano. Essa captação não é desprezível, mas também não é tão grande assim. As leis de incentivo são úteis, são importantes, mas não é a essência do nosso trabalho. Há ainda uma terceira fonte de recursos que é a geração de receitas advindas da bilheteria, do aluguel do estacionamento, do aluguel das empresas que participam da Green Sunset, do restaurante que é terceirizado, e dos eventos privados que fazemos no museu. Então buscamos fazer com que esse equipamento público gere receitas, que depois retornam para o público, porque nós gastamos no equipamento, incrementamos a estrutura e a infraestrutura, oferecemos mais programação, com ingressos baixos. É um processo de retroalimentação através da geração de recursos próprios.

Arruaça: Qual a expectativa da implantação do “Vale Cultura” para o MIS?

André Sturm: Aqui no MIS eu acho que não vai acontecer nada. Não é relevante. O Vale Cultura vai ser distribuído majoritariamente para pessoas que ganham até cinco salários mínimos. Acho que essas pessoas não usarão esses vales aqui no MIS, onde os ingressos para exposições são de R$10,00 inteira, e R$5,00 a meia. Ninguém deixa de vir porque não tem R$5,00. As pessoas deixam de ir a um cinema nos shoppings, que custam R$30,00 ou a um show de rock, ou de pagode, ou a um musical ou a uma peça de teatro que custam R$100,00. Esses espetáculos mais caros é que talvez se beneficiem com o Vale Cultura, porque as pessoas vão aproveitar o Vale Cultura para aquelas programações culturais que hoje elas não têm como comprar os ingressos. Não vão usar num museu que cobra R$5,00 o ingresso. Por esse motivo eu acho que para o museu não vai agregar muito. As exibições de cinema nos Pontos MIS, por exemplo, são todas gratuitas.

“É como começaremos a expor o nosso acervo de uma maneira organizada, curatorial, para que muito mais gente tenha acesso a ele”

Arruaça: Como o acervo cultural do MIS vem sendo utilizado nessa nova programação durante a sua gestão?

André Sturm: Temos usado um pouco o nosso acervo. Priorizamos terminar a higienização e catalogação completa do acervo para que ele estivesse todo à disposição. Isso já terminou. Agora estamos digitalizando tudo o que é fotografia e tudo o que está em som magnético. Para a realização de pesquisas aqui no MIS todo esse acervo já está disponível. Para isso foi priorizada a higienização e a catalogação. Qualquer interessado que vier aqui efetuar uma pesquisa já terá a lista completa do acervo do museu hoje. Num segundo momento, todo o acervo está sendo passado para o formato digital, porque aí haverá uma base extra, uma segunda matriz do material. E o nosso terceiro objetivo será criar canais de acesso e de disponibilização desse material virtual. E nós já fizemos uma parceria com Google Art Project para fazer parte de um espaço dedicado a alguns museus Google Art Project chega ao Brasil Itens do acervo do MIS também serão expostos nesse espaço. A primeira exposição virtual do MIS entrará em cartaz no Google Art a partir de dezembro. É como começaremos a expor o nosso acervo de uma maneira organizada, curatorial, para que muito mais gente tenha acesso a ele.