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Revista Cásper – Nº 24 – Maio 2018

Editorial

APRENDER COM A HISTÓRIA

Hoje sabemos que 1968 foi um ano histórico. No Brasil, houve manifestações em massa contra a ditadura civil-militar e, como resposta, o recrudescimento da repressão, com o Ato Institucional-5. No exterior, estudantes parisienses também foram reprimidos e forças policiais invadiram a Universidade Sorbonne. Cresciam as críticas à guerra do Vietnã, a Primavera de Praga colocava em xeque os regimes comunistas e o ativista negro Martin Luther King era assassinado. Um artigo do professor Cláudio Novaes Pinto Coelho, especial para esta edição da CÁSPER, nos alerta para a importância de não esquecermos a história.

De 50 anos para cá, o mundo mudou em tantas dimensões, mas alguns acontecimentos continuam se repetindo. Em 2018, a ativista negra Marielle Franco foi brutalmente assassinada no Rio em meio a mais uma intervenção do Exército. O Brasil permanece como a nação mais desigual do mundo e a própria democracia vem sendo colocada em suspeição por toda parte. O fotógrafo Severino Silva, perfilado na seção Portfólio, nos mostra a dramaticidade da violência urbana utilizando a melhor ferramenta à sua disposição: a vontade de ir atrás da verdade, um princípio fundante do bom jornalismo.

Nos últimos 50 anos, a comunicação sofreu pequenas grandes revoluções. No jornalismo, em particular, é como se uma nova função tivesse sido inventada. As práticas do passado ainda servem ao presente, este marcado pela enorme influência da cibercultura? Em meio ao declínio dos veículos impressos e do poderio das plataformas de tecnologia, o jornalismo vive uma fase de profunda transformação, que alguns batizaram de “crise”. A revista CÁSPER entrevistou renomados profissionais e pesquisadores da comunicação para discutir essa questão. Abordamos o tema a partir de uma releitura dos pecados capitais, mas no sentido de provocar uma reflexão mais ampla do que simplesmente purgar o que temos feito de errado. Para avançar, é preciso compreender por que e como chegamos até aqui.

Uma boa leitura a todos.

EDUARDO NUNOMURA

Editor-chefe