A “nova” mulher: jornalismo, identidade feminina e cultura do narcisismo

Autor: Regina Amábile Baldessar
Tipo de produção: Produção científica
Classificação: Dissertação/Tese
Data: 21/02/2008

Resumo

O estudo apresenta quais são as características da imagem da mulher contemporânea construída pela revista Nova, versão brasileira da revista norteamericana Cosmopolitan. Abordamos aspectos gerais sobre jornalismo e as revistas femininas, especialmente com a reflexão sobre a indistinção entre jornalismo e publicidade nas publicações produzidas na indústria cultural. Com a valorização das celebridades na sociedade do espetáculo, o entretenimento ganhou espaço nas páginas das revistas. O trabalho abrange análise, nas edições de 1995, 2000 e 2005 da revista Nova, sobre a presença de traços da cultura do narcisismo e de características pertencentes à sociedade do espetáculo. Posteriormente, foi investigada a coluna de testes publicada mensalmente, assim como três comunidades do site Orkut relacionadas à revista, para conhecer como Nova define a mulher contemporânea. Para complementar o trabalho, leitoras pertencentes à comunidade “Eu sou uma Mulher de Nova” responderam a um questionário sobre suas impressões sobre a “Mulher de Nova”. Apesar de defender a independência, o discurso da publicação tornaria a leitora dependente da revista para saber quem é e como deve agir para se tornar uma pessoa bem-sucedida. Os principais resultados do trabalho apontam que a revista indica caminhos para que a leitora seja cada vez mais parecida com a “Mulher de Nova”. De acordo com a pesquisa, pudemos perceber alto grau de identificação das leitoras entrevistadas com a “Mulher de Nova”.Palavras-chave: Revista Nova, Indústria Cultural, Jornalismo, Revistas Femininas, Entretenimento e Cultura do Narcisismo.