Comunidades Sonoras: mito e tecnopoéticas

Autora: Maria Helena Charro
Tipo de produção: Produção científica
Classificação: Dissertação/Tese
Data:27/06/2012

Resumo

Este trabalho tem como objetos de pesquisa duas pequenas comunidades sonoras: a comunidade dos  ouvintes da música eletroacústica e a cerimônia do long dance, ritual indígena contemporâneo ao som de um tambor da comunidade Sound Peace. Para o entendimento dos processos comunicativos que ocorrem nessas comunidades para além da telemática, este trabalho acolhe as noções de comunicação em duas  vertentes: a comunicação como vinculação dos corpos de acordo com o CISC da PUC/SP e do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir da Faculdade Cásper Líbero, bem como a comunicação como ‘acontecimento’ do Filocom/ECA/USP. O método de investigação lembra o modelo sistêmico ou ecológico envolvendo experiência e observação do pesquisador com descrição fenomenológica. Discorre sobre os distúrbios provocados pela era das imagens-luz e pelo logocentrismo da modernidade, com referenciais teóricos propostos pelo grupo de pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir da Faculdade Cásper Líbero. Como contraponto ou resistência a esses resíduos da modernidade emergem do concreto, do seio social, pequenas comunidades nômades, em que seus membros compartilham algo em comum pelo sentimento de pertença e empatia. A essas características, as comunidades sonoras acrescentam os vínculos sonoros, trazendo a tridimensionalidade do corpo, a escuta atenta e o retorno ao mito.
Ao final, este trabalho descreve as comunidades sonoras: 1 O ambiente de um concerto de música eletroacústica, acrescentando bases teóricas dos principais movimentos da arte da música erudita do século XX. 2 As cenas de uma cerimônia do long dance, adicionando referenciais antropológicos sobre rituais indígenas, mito, dança e tambor.
Palavras-chave: Processos midiáticos. Comunidades sonoras. Música eletroacústica. Tambores e danças. Cultura do ouvir. Ecologia da comunicação.