Livros Mestrado

Comunicação e estudo e práticas de compreensão

Comunicação e estudo e práticas de compreensão

Dimas A. Künsch, Mateus Yuri Passos, Pedro Debs Brito, Viviane Regina Mansi (Orgs.).

São Paulo: Editora Uni, 2016, 262 p.

 

Este livro é parte dos trabalhos do projeto “A compreensão como método”, que reúne pesquisadores brasileiros, da Faculdade Cásper Líbero, e colombianos, da Facultad de Comunicaciones da Universidad de Antioquia, Medellín. Ele se junta a outros trabalhos, publicados num primeiro livro, em 2014 – Comunicação, diálogo e compreensão –, em capítulos de outros livros e em artigos de revistas. Aparece, ainda, como um filho dileto de dois seminários, o I e o II Seminário Brasil-Colômbia de Estudos e Práticas da Compreensão, o primeiro de 2015 e o segundo, de 2016.

Bem de acordo com as ideias mais caras à compreensão como método, Comunicação e estudo e práticas de compreensão não trabalha com pontos finais, mas, antes, com vírgulas, exclamações, interrogações e reticências. O livro mostra, com a diversidade de temas, metodologias e referenciais teóricos, um pequeno exemplo do “abraço” que a ideia de compreensão sugere e evoca. Mostra, e não demonstra. Apresenta, mais do que representa. Sugere e chama para uma conversa, mais do que cultiva a falsa alegria de ter respostas prontas para tanta coisa que às vezes nem resposta admite. “La réponse est la mort de la question”, diz Maurice Blanchot. Ele pode ter razão.

No fundo, a compreensão como método chama a atenção para uma coisa bem simples, embora pouco fácil de se realizar no corre-corre cotidiano, sem rumo nem direção: mais vale às vezes o prazer da viagem que a sensação de se encontrar no lugar para onde se viajou. A sexta-feira e o sábado, não é que nos encantam mais que o nada desprezível domingo? E o que dizer das horas e dos minutos que antecedem uma festa, um encontro amoroso, uma coisa qualquer agradável de se fazer?

Sem menosprezar a explicação, o conceito e o argumento, essa coletânea diverte-se, fugindo ao Signo da Explicação absoluta e universalizante, em apontar caminhos possíveis, chamar para o diálogo, indicar. Diversidade lembra divertido e diversão. Impressionante como a mirada compreensiva sobre o mundo, que nos convoca a abraçá-lo em seus significados infinitos, não combina nem um pouco com a sisudez de certa atitude intelectual que mais parece preparada para a guerra que para a alegria de descobertas e também de não-descobertas a serem partilhadas com os amigos.

O campo da Comunicação, no Brasil, passa por um momento que poderíamos chamar de autoenclausuramento: a busca por uma delimitação o mais das vezes fechada de seu objeto, de seus métodos e referenciais teóricos, além de se tentar construir uma autoidentidade científica digna de um Augusto Comte, pai do Positivismo – daí decorrem tentativas de mimetizar as ciências naturais, duras, com certa sobrevalorização de estudos quantitativos e a rejeição de formas como o ensaio, a condenação da autonomia autoral, a ojeriza por linguagens simbólicas e outros vícios.

No projeto “A compreensão como método”, desenvolvido desde 2015 na Faculdade Cásper Líbero pelo grupo de pesquisa Comunicação, Diálogo e Compreensão e na Colômbia pelo Grupo de Estudos Literários, fazemos um movimento numa direção não exatamente oposta, mas divergente: buscamos abarcar em nossos estudos não apenas outras disciplinas acadêmicas, mas toda maneira que o ser humano desde sempre desenvolveu para tentar dar significado ao mundo – os mitos, as religiões, a arte, os saberes cotidianos, o entretenimento. Nessa onda, o disciplinado, o não-disciplinado e até o indisciplinado convivem. A complementaridade dos opostos e a incerteza deixam de ser meros princípios proclamados pela Física há cerca de cem anos, para se revelar em sua fertilidade desde os tempos mais antigos, no mito como na Filosofia, nas artes como nas culturas de uma miríade de povos. Na vida.

Essas opções, ou apostas, não implicam a perda de rigor e de critérios nos trabalhos que desenvolvemos. Os textos que compõem este livro, assim como o belo prefácio de Cremilda Medina, procuram tornar evidente que o que produzimos segue sendo, antes de tudo, pesquisa – e o que buscamos, acima de tudo, são instrumentos robustos para dar conta de uma realidade que a cada dia desafia e faz rever aquilo a que denominamos entendimento.

Compreender, na acepção que valorizamos, significa acima de tudo abraçar – dialogar com formas de saber externas e alheias à ciência positiva, para reconhecer tanto sua validade para a construção de conhecimento quanto a necessidade de se ouvir o que essas formas têm a dizer, dada a – irônica? – insuficiência do empirismo para lidar com os fenômenos naturais e sociais.

Compreender – para além da antiga e pouco compreensiva discussão levada à frente por autores como Dilthey, Max Weber e outros, sobre as diferenças entre verstehen (compreender) e erklären (explicar) no interior das distintas ciências – significa lidar com esses saberes, sem hierarquizá-los. Sem confundir ciência organizada com conhecimento, significa reconhecer a importância de seus papéis e as limitações de seus campos de ação. Ao aliá-los, mais com o intuito de descobrir novos caminhos de entendimento do que respostas e pretensas verdades finais que acabam desvelando o velho ranço do reducionismo, a compreensão como método pretende torná-los mais fortes, mais significativos, mais humanos.

Nas leituras e discussões, nas análises, nos experimentos efetivos com os pressupostos delineados em diálogos inter e transdisciplinares, estão aqui cartografadas distintas dimensões de um empenho concreto em construir conhecimento, em responder a um mundo que grita – mais do que para ser fatiado e entendido, para ser compreendido em sua complexidade.

Comunicação e estudo e práticas de compreensão, como os demais livros do projeto “A compreensão como método”, é produzido com licença Creative Commons e encontra-se disponível gratuitamente abaixo.

Organizadores

Baixe o livro 


Jornalismo e Contemporaneidade: um olhar crítico

Jornalismo e Contemporaneidade: um olhar crítico

Cláudio Coelho, Dimas A. Künsch, José Eugenio de O. Menezes (Orgs.).

São Paulo: Editora Plêiade, 2015, 266 p.

 

Como escreve Clóvis Rossi, o jornalismo é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos – leitores, telespectadores ou ouvintes. Entrar no seu universo significa ver essa batalha por dentro, desvendar o mito da objetividade, saber quais são as fontes, discutir a liberdade de imprensa, a formação para o exercício profissional, o papel do repórter e do editor nestes tempos de mídias digitais em que alguns acreditam que qualquer cidadão, de posse de um smartphone, pode se imaginar um jornalista em ação. O que é uma grande trampa ou arapuca, para não dizer trapaça. (…)

Ao entrevistar o sociólogo francês Dominique Wolton, em julho de 2013, um dos melhores momentos da longa conversa foi quando falamos sobre a formação e a atuação do jornalista nos tempos das mídias sociais. Lembrei-lhe que, sete anos antes, eu havia mediado um debate, na Faculdade Cásper Líbero, com um professor francês, da Universidade de Rennes. O convidado afirmara, em sua intervenção, que “hoje qualquer cidadão com um telefone celular na mão é um jornalista”, pela possibilidade de enviar fotos e textos de um acontecimento no momento em que o presencia. A resposta de Wolton foi enfática: “Isso é terrível! Meu Deus, isso é uma traição dos professores universitários, esse fascínio doente da academia pela tecnologia. (…). Um professor não deveria jamais dizer que isto [aponta seu celular] é a revolução! Não é uma revolução, esta é apenas uma ferramenta técnica, a revolução é a forma como iremos usá-la”. (…)

A seriedade da missão do jornalista reside justamente na capacidade de “captar” e de traduzir o mundo à sua volta. Impossível não lembrar do poeta americano Ezra Pound (ele disse que “os artistas são as antenas da raça” – parafraseando: os jornalistas são as antenas do cidadão). Para poder interpretar e ler o mundo, com distanciamento crítico das “fontes” e dos fatos, o aprendiz de jornalista precisa amealhar uma sólida formação humanística para contar com as chaves para desvendar sentidos e significados que lhe escapariam caso não carregasse essa bagagem. (…)

O pensamento crítico capacita o estudante de jornalismo a ler os grandes temas do mundo em perspectiva. Isso faz lembrar de que, em sala de aula, o saudoso professor Octavio Ianni costumava utilizar a expressão “taquigrafar a realidade”. Trazê-la para perto e interpretá-la, num olhar em perspectiva ou em paralaxe, para usar a expressão de Slavoj Žižek. Esse é o pulo do gato nesses tempos ocos de selfies e de autoexposição online.

Organizadores

Veja os artigos da publicação
Baixe o livro completo


Para uma abordagem sistêmica da Comunicação Visual: Comunicação, Psique, Tecnocultura

Para uma abordagem sistêmica da Comunicação Visual: Comunicação, Psique, Tecnocultura

Marcelo Santos

São Paulo: Editora Plêiade, 2015, 114 p.

 

Este livro é uma volta a problemas que comecei a estudar em 2007, durante a minha pesquisa de mestrado. Naquela ocasião, interessado em compreender como mulheres cegas percebiam e produziam imagens numa sociedade extremamente visual, realizei duplo movimento investigativo: de um lado, desenvolvi pesquisa devotada a caracterizar os processos de construção da autoimagem por cegas congênitas, procurando descrever as particularidades de um aparato psíquico/cognitivo desprovido da recepção de imagens visuais, mas coagido socialmente a produzir este tipo de imagem (Santos, 2015); do outro lado, busquei entender o meio-ambiente comunicacional habitado por estas mulheres – e por todos nós –, aquilo que o filósofo francês Régis Debray (1994, p. 127) denomina videosfera, a superabundância de signos visuais, ou um mundo no qual tudo nasce para ser mostrado.

É exatamente esse segundo movimento que dá base ao estudo aqui apresentado, no qual revisito escritos
produzidos para a minha dissertação, um deles, o “capítulo 4”, previamente publicado na revista Discursos Fotográficos, além de recorrer a formulações desenvolvidas no ensaio “O garoto da capa: castração e gozo na banca de revistas”, escrito em coautoria com Maria Ribeiro e publicado em 2012 no periódico Comunicação e Sociedade, editado na Universidade de Minho. Não se trata, é preciso assinalar, da tentativa de esgotar a temática da visualidade, amplamente trabalhada – e talvez desgastada – por incontáveis autores; o objetivo, antes, é oferecer ao leitor uma proposta de tessitura epistemológica entre campos do conhecimento raramente tratados em conjunto no estudo dos processos da comunicação visual, a saber, ciências cognitivas, psicanálise e tecnocultura.

No primeiro capítulo, profundamente influenciado pelo trabalho de Lucia Santaella sobre corpo e pós-
-humanismo, faço uma revisão crítica da corporeidade entendida como objeto da Comunicação, aquilo que chamo de media-gênese completa, entremeio e epicentro dos fluxos comunicacionais. Aqui, caracterizo brevemente três movimentos: o das alterações realizadas de fora para dentro do corpo, aquelas que incidem sobre a superfície corporal e, por fim, os movimentos de dentro para fora do corpo, entre os quais destaco a hipertrofia da visão produzida por máquinas que expandem a nossa percepção visual do micro ao mega, dos átomos ao Cosmos.

No segundo capítulo, nomeado “Visão e cognição: o olho como fonte de conhecimento”, trabalho panoramicamente a abordagem das ciências cognitivas para o sistema perceptivo visual, tratado como fonte de conhecimento. Na sequência, no capítulo “Visão e psique: o olhar como fonte de desejo”, dedico algumas páginas a revisar a abordagem psicanalítica de orientação freudo-lacaniana para a pulsão escópica, proposta na qual os globos oculares são tratados não como lentes pelas quais descobrimos o mundo, mas como fontes de desejo, território do imaginário libidinal. O quarto capítulo, titulado “Visão e tecnocultura: o olho ampliado”, correlaciona a evolução do capitalismo e a ampliação técnica da visão, explorando desde a fotografia à imagem digital. Por fim, o quinto e último capítulo, “Cognição, psique, tecnocultura: para articular o Umwelt visual humano”, objetiva realizar uma articulação sistêmica entre o corpo, o olho, o olhar e a ampliação da visão e do imaginário ocasionada pela criação de sucessivas próteses visuais, sem que algo correlato fosse desenvolvido para os demais sistemas perceptivos. Isso, conforme se debaterá, altera profundamente a comunicação humana, colocando acento privilegiado na comunicação visual.

Roberto Chiachiri, Simonetta Persichetti

Baixe o livro


Imagem e inserção social

Imagem e inserção social

Roberto Chiachiri, Simonetta Persichetti (Orgs.).

São Paulo: Editora Plêiade, 2015, 117 p.

 

Quando projetos de pesquisa se articulam para fortalecer e enriquecer seus trabalhos, quando as discussões e leituras elaboradas nas reuniões desses grupos atingem proporções nacionais e internacionais, o ganho é uma obra como este livro, que reúne temas em que os estudos da comunicação assumem papel relevante quanto ao seu compromisso com uma sociedade em que a imagem, em todos seus aspectos, toma corpo e oferece múltiplas formas de interpretar o mundo.

A preocupação primeira desses projetos de pesquisa está no estudo e na compreensão da imagem como mediadora e promotora de uma inserção social, daí os nomes que os denominam: “Processos Midiáticos: Imagem e Inserção Social” e “Produtos Midiáticos: Imagem e Inserção Social”. Constituem-se em dois projetos de pesquisas, de nível internacional, que representam as duas linhas de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCom) da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

Com prefácio do Prof. Dr. Bernard Darras, da Universidade Paris-Sorbonne, com a qual o PPGCom da Faculdade Cásper Líbero vem intercambiando trabalhos científicos/acadêmicos há mais de cinco anos, este livro contempla mais nove artigos selecionados no âmbito de seus participantes/pesquisadores, docentes e discentes, procurando questionar e investigar como essas linguagens contemporâneas desafiam o pensamento e influenciam socialmente o agir cidadão.

Organizadores

Veja os artigos da publicação
Baixe o livro completo


Teorias da Comunicação: processos, desafios e limites

Teorias da Comunicação: processos, desafios e limites

Luís Mauro Sá Martino, Angela Cristina Salgueiro Marques (Orgs.).

São Paulo: Editora Plêiade, 2015, 335 p.

 

Este livro nasce de um trabalho coletivo de pesquisa, desenvolvido em conjunto por professores e pesquisadores da Faculdade Cásper Líbero e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os capítulos foram originalmente apresentados e debatidos em seminários de pesquisa realizados em 2013 e 2014 pelo grupo de pesquisa “Teorias e Processos da Comunicação”, sediado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Cásper Líbero, em parceria com a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e em interlocução com pesquisadoras e pesquisadores de outras instituições.

A parceria teve início em 2011, ainda de maneira informal, na confluência de visões entre os organizadores, que logo se transformou em uma busca comum a respeito dos fundamentos, questões e limites do pensamento teórico em Comunicação. Com a criação do grupo de pesquisa, em 2012, as pesquisas comuns confluíram parcialmente para o projeto “Teorias da Comunicação: Processos, Instituições e Epistemologias”, desenvolvido entre 2012 e 2014.

A proposta dos seminários de criar um ambiente dialógico se reflete nos capítulos do livro. Marcados pela horizontalidade, são espaços nos quais se incentiva a troca entre pesquisdores em vários momentos de sua trajetória acadêmica, da iniciação científica ao pós-doutorado, compartilhando questões, projetos e desafios comuns. Os capítulos, em sua diversidade, resultam da reelaboração dessas interlocuções.

Pensar as Teorias da Comunicação, nessa perspectiva, demanda ao menos dois desdobramentos, seja em seus vínculos institucionais – quais as condições para a prática de pesquisa? – ou em seus desafios epistemológicos – o que constitui uma Teoria da Comunicação? Mais do que oferecer as respostas, os capítulos se concentram em delinear as questões.

A ideia que perpassa todos os capítulos do livro, originária dos seminários e do grupo de pesquisa, é explorar as condições, possibilidades e limites das Teorias da Comunicação em suas múltiplas articulações, seja nos tensionamentos epistemológicos internos de cada teoria, seja em suas intersecções com objetos empíricos. Como resultado, a pergunta pelos limites das Teorias da Comunicação não significa uma redução, mas, ao contrário, um indício da vitalidade da área em seus desenvolvimentos.

Os panoramas teóricos desenhados no conjunto dos textos, caracterizados sobretudo pela multiplicidade, mostram não apenas a vitalidade das elaborações teóricas, mas também indicam caminhos para lidar com os cenários contemporâneos da Comunicação. Um desafio enfrentado em cada capítulo.

Organizadores

Veja os artigos da publicação
Baixe o livro completo


Comunicação: processos e produtos

Comunicação: processos e produtos

Dulcília Schroeder Buitoni, José Eugenio de O. Menezes (Orgs.).

São Paulo: Editora Plêiade, 2014, 229 p.

 

O processo de tornar comum, compartilhar ou participar de ambientes vinculadores, com o próprio corpo ou através de outros processos e produtos comunicacionais, é uma questão essencial para os pesquisadores da Comunicação. No contexto de relações pedagógicas, cada pesquisador convida a uma postura dialógica ou é convidado a construir essa prática na qual estão embutidos valores do prazer/esforço dialógico do comunicar, do aperfeiçoamento das respectivas técnicas e das responsabilidades éticas relativas à postura no mundo.

O Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero tem como Área de Concentração “Comunicação na Contemporaneidade”, articulada em duas Linhas de Pesquisa: “Processos Midiáticos: Tecnologia e Mercado” e “Produtos Midiáticos: Jornalismo e Entretenimento”. Cada uma destas linhas está relacionada a Projetos de Pesquisa liderados por um ou dois dos oito docentes do Programa de Mestrado. Cada mestrando se aproxima de um fenômeno comunicacional com uma pergunta ou problema que pretende responder e/ou compreender. Os pesquisadores refletem sobre o que outros já estudaram a respeito do tema – o chamado Estado da Questão ou Estado da Arte –, escolhem metodologias de pesquisa e, finalmente, redigem o resultado de todo esse trabalho em forma de dissertação que defendem diante de uma banca avaliadora composta pelo(a) orientador(a), por outro docente/pesquisador da instituição e por um(a) docente/pesquisador(a) convidado(a) de outro Programa de Pós-Graduação.

A formação dialógica não separa a boa prática profissional da necessária reflexão. Comunicadores e comunicólogos, apesar da segunda palavra ser pouco usada, se encontram no ambiente da Cásper Líbero e assim continuam a construção da primeira faculdade de comunicação brasileira, fundada em 1947.

O livro que o leitor agora tem em mãos ou na tela, considerando que também está disponível na internet, com licença Creative Commons, como um documento sem fins comerciais para ser lido, copiado ou remixado desde que citada a fonte, reúne um conjunto de relatos de pesquisas realizadas pelos alunos e defendidas como dissertações de Mestrado no ano 2014.

Em sintonia com a história em construção desde 1947, como lembramos anteriormente, as dissertações defendidas em 2014 mostram a fecundidade das investigações realizadas no edifício da Avenida Paulista 900, um ambiente em que comunicadores e comunicólogos se encontram para produzir e pensar processos e produtos comunicacionais.

Organizadores

Baixe o livro


Teoria Crítica e Sociedade do Espetáculo

Teoria Crítica e Sociedade do Espetáculo

Cláudio Novaes P. Coelho

São Paulo: Editora In House, 2014, 123 p.

 

No livro Teoria Crítica e Sociedade do Espetáculo, o leitor poderá acompanhar uma reflexão a respeito da capacidade de a Teoria Crítica compreender a comunicação na sociedade contemporânea. Refletir sobre a Teoria Crítica é pensar a respeito do seu vínculo com o método dialético, que afirma a necessidade de se compreender as articulações entre as diferentes dimensões em torno das quais a sociedade se estrutura: economia, política, cultura e ideologia. Como não existe vida social sem a presença da comunicação, compreendê-la é compreender como, em momentos históricos específicos, os processos comunicacionais se manifestam no interior das diferentes dimensões sociais, e que papeis desempenham na articulação entre elas.

Definir a sociedade contemporânea como uma sociedade do espetáculo, seguindo o caminho desbravado por Debord na década de 1960, é se colocar numa posição privilegiada para se compreender as relações comunicação/sociedade, pois o espetáculo está presente em todas as dimensões da vida social no capitalismo contemporâneo e é fundamental para a articulação entre essas dimensões. Na sociedade do espetáculo, as relações sociais se dão simultaneamente por meio da produção e do consumo de mercadorias e da produção e do consumo de imagens.

Marx, o pensador que é a base da Teoria Crítica, já argumentava que a possibilidade de se compreender processos sociais gerais, como os processos de produção e de consumo de bens materiais, só existe se forem investigados na particularidade das formas específicas da vida social. A busca pelo que é particular orienta os capítulos que compõem essa obra. O primeiro capítulo está voltado para a compreensão do lugar particular ocupado por Debord, dentro do projeto da Teoria Crítica. O segundo capítulo trabalha a especificidade do conceito de Ideologia de Debord. Os capítulos seguintes são uma reflexão a respeito das relações entre o desenvolvimento do capitalismo no Brasil, o processo de transformação da burguesia na classe dominante (Revolução Burguesa), a constituição de uma sociedade do espetáculo e a atuação da indústria cultural. Os conceitos de Teoria Crítica da Comunicação são trabalhados dentro do contexto particular da sociedade brasileira.

Este livro é fruto das atividades ligadas à docência e à pesquisa, desenvolvidas pelo seu autor no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Dentre essas atividades, são especialmente relevantes as reuniões e seminários do Grupo de pesquisa “Comunicação e sociedade do espetáculo”, e o projeto de pesquisa “Mídia, política e espetáculo”.

Organizadores

Baixe o livro


Comunicação, diálogo e compreensão

Comunicação, diálogo e compreensão

Dimas A. Künsch, Guilherme Azevedo, Pedro Debs Brito, Viviane Regina Mansi (Orgs.).

São Paulo: Editora Plêiade, 2014, 309 p.

 

Todo fim representa ao mesmo tempo um começo. Fim e começo nem existem de fato, porque, no mundo real, as coisas se misturam, se configuram e reconfiguram, se hibridizam. Novas histórias se compõem a partir de histórias antigas. A memória traduz e (re)produz a seu modo os significados das coisas.

É assim com a história deste livro. De alguma forma, ele fecha e conclui o ciclo de quatro anos (2010-2014) que durou o projeto de pesquisa “Conversando a gente se entende”, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero.

Mas o fechamento é, sobretudo, uma abertura. Eis que um novo projeto se descortina, previsto para 2015-2017: “A compreensão como método”. Sintomaticamente, confirmando essa ideia de mistura e hibridização, “A compreensão como método” constitui, apropriadamente, o título do prefácio desta obra, que traz a assinatura de Luís Mauro Sá Martino.

Dividido em três partes – “O pensamento da compreensão”, “A pesquisa compreensiva”, e “A prática da compreensão” –, Comunicação, diálogo e compreensão reúne textos, os mais diversos, de diferentes gêneros e estilo de escrita, numa tentativa de trazer para o campo da expressão do pensamento comunicacional o melhor de uma atitude compreensiva, que abraça sentidos, inclui, integra, faz dialogar.
A compreensão, tanto no sentido ético – entre humanos e destes com a natureza e toda forma de expressão de vida – quanto em seu sentido cognitivo – de produção de conhecimentos a partir da dialogia entre teorias, autores, saberes, experiências –, constitui, na visão de Morin, um dos sete saberes necessários à educação do futuro.

Tendemos a pensar que a compreensão – o pensar e agir compreensivamente – possa representar mais que uma exigência, das mais necessárias e urgentes, apenas para o campo da educação. Preferimos acolher esta proposta de Morin, compreensivamente, na linha do que ele afirma quando, falando sobre a complexidade, diz que é preciso reformar o nosso modo geral de pensar o mundo, a vida, a ciência, o saber.
O projeto “Conversando a gente se entende”, apostando nisso, apresenta aqui alguns caminhos possíveis.

Organizadores

Baixe o livro


Mídia, espetáculo e poder simbólico

Mídia, espetáculo e poder simbólico

Cláudio Novaes P. Coelho, Luís Mauro Sá Martino (Orgs.)

São Paulo: Editora In House, 2013, 276 p.

A prática da pesquisa é o elemento essencial de um programa de Pós-Graduação Stricto Sensu. O programa de Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero atribui importância especial a essa prática, organizada em torno de grupos e de projetos de pesquisa. Este livro, Mídia, espetáculo e poder simbólico, é fruto dessa valorização, da qual faz parte também o diálogo com pesquisas e pesquisadores de outros programas.

Os textos que compõem o livro possuem como origem os seminários Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo e Teorias da Comunicação: Articulações, Aplicações e Limites, organizados por grupos de pesquisa do Mestrado da Cásper. Os seminários são uma oportunidade para o debate entre pesquisadores envolvidos com temas de pesquisa comuns e são decisivos para o aperfeiçoamento das pesquisas apresentadas. Publicar, na forma de livro, textos originários de seminários é contribuir para a divulgação de uma produção científica em estado de ebulição.

Com a análise do tema do espetáculo pretende-se refletir sobre um aspecto cada vez mais presente nos produtos midiáticos contemporâneos. Os textos que compõem a primeira parte do livro – “Mídia, política e espetáculo” – investigam o espetáculo na comunicação política.

O tema do poder simbólico, em suas várias modalidades, permeia inúmeras discussões no âmbito acadêmico, sobretudo quando pensado em suas relações com as práticas e os processos de Comunicação. Ancorado em uma perspectiva teórico-metodológica que busca observar os aspectos do poder menos evidentes à apreensão imediata, mas nem por isso menos eficientes em seus elementos de clivagem de diferentes domínios e práticas sociais, a perspectiva de se pensar a Comunicação dentro dessa problemática implica observar para além do senso comum e das práticas cotidianas, suas linhas de força e dimensões históricas constitutivas

Em suas aplicações e implicações operacionais de pesquisa, sempre em âmbito auto-critico, o conceito é trabalhado em várias modalidades, na segunda parte do livro.

Organizadores

Baixe o livro


A Cidade e a Imagem

A Cidade e a Imagem

Carlos Costa, Dulcilia Schroeder Buitoni (Orgs.)

São Paulo: Editora In House, 2013, 364 p.

O que tem de bom neste livro? A começar pelo prólogo, escrito pelo historiador Nicolau Sevcenko,professor de história e cultuira brasileira em Harvard. Abrindo o livro, há o texto de Lucrécia D’Alessio Ferara “O espaço público como meio comunicativo”, um estudo dos processos interativos tendo como cenário o espaço público e, como ator, as distintas características culturais e comunicativas que sofrem impactos sociais e tecnológicos e ultrapassam as dimensões físicas e territoriais daquele espaço. O segundo texto, “Enquanto a cidade dorme”, é outra preciosidade, sugerida pelo próprio professor Josep M. Català. Trata-se do capítulo 7 de uns dos seus primeiros livros, Laviolacion de la miranda, ganhador do Prêmio Fundesco.
“A paisagem como emblema da cidade: interfaces fotográficas, culturais e cognitivas” é dos textos com que a coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura Visual, prafª. Dulcília S. Buitoni, nos brinda.

Baixe o livro


Comunicação, tecnologia e cidadania

Comunicação, tecnologia e cidadania

Antonio Roberto Chiachiri Filho, Edilson Cazeloto, José Eugenio de O. Menezes (Orgs.)

São Paulo: Editora Plêiade, 2013, 221 p.

Comunicação, cidadania e tecnologia reúne trabalhos de pesquisadores que decidiram enfrentar desafios em inúmeros aspectos, seja na elaboração de metodologias ou na eleição de interlocutores teórico-conceituais a partir dos quais é possível estabelecer uma relação com os objetivos de estudo. Seja como docentes ou discentes no âmbito do Programa de Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero.

São textos, ensaios de caráter reflexivo sobre perguntas, questões de pesquisa, relatos e propostas de diálogo com a linha de pesquisa “Processos midiáticos: tecnologia e mercado”, componente vinculado à área de concentração do Programa, “Comunicação na contemporaneidade”.

Pesquisadores que compartilham a ideia de que, na construção do conhecimento, há interlocutores, diálogos, aproximações, em graus diversos, sem dúvida, mas com um objetivo principal de entender um pouco mais as relações constitutivas de espaços sociais mediados por referências, práticas, mediações e dispositivos que variam do tecnológico ao relacional muito mais em um continuum do que propriamente em uma oposição. Assim, é no fluxo, na dinâmica, na incompletude e na continuidade que se devem ler os textos deste livro – a apreensão, ainda que tentativa, da noção presente na expressão “Processos midiáticos” que intitula a linha de pesquisa.

Doze pesquisadores dessa linha, quatro docentes e oito discentes, participam do tecido de constituição desta obra. Vale ressaltar, ainda, o espaço dessas discussões nos grupos de pesquisa constituintes da linha que, em suas particularidades, se apresentam como locais de circulação de ideias, dúvidas, saberes e hesitações na elaboração de uma área em constante desenvolvimento.
A unidade e a pluralidade, em suas intersecções, garantem ao mesmo tempo a procura por referenciais aproximados e o respeito pelas particularidades de cada gesto de pesquisa, entendendo esse processo como permanentemente inacabado, tentativo, pronto para rever suas próprias formas de compreensão nos limites de uma área que, a todo tempo, os questiona: a Comunicação.

Baixe o livro


Comunicação, entretenimento e imagem

Comunicação, entretenimento e imagem

Dimas A. Künsch e Simonetta Persichetti (Orgs.)

São Paulo: Plêiade, 2013, 245 p.

Comunicação, entretenimento e imagem, mais um filho dileto dos esforços de reflexão e compreensão realizados no seio do Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, traz uma pequena, e esperamos que saborosa amostra das pesquisas docentes na linha de pesquisa “Produtos midiáticos: jornalismo e entretenimento”, em que trabalham os professores Cláudio Novaes P. Coelho, Dimas A. Künsch, Dulcilia Helena Schroeder Buitoni e Simonetta Persichetti.

Vem acompanhada, essa amostra docente, de oito trabalhos, igualmente saborosos, dos discentes Eduardo A. Dieb, Gustavo Dhein, Viviane Regina Mansi e Guilherme Azevedo, na primeira parte do livro, denominada “Entretenimento no plural”, e Deisy Cioccari, Edson Rossi, Anna Letícia Pereira de Carvalho e Mariana Telles d’Utra Vaz, na segunda que traz o título de “Imagens sob múltiplas perspectivas”.

O entretenimento, nos três primeiros capítulos, é tomado sob o ângulo da crítica. Nos três seguintes, que fecham essa primeira parte, o entretenimento é mirado em sua natureza constitutiva do humano, de ludens, uma dimensão tão negada pelo modo dominante capitalista de produção quanto aquelas outras, da dignidade humana, da justiça e da não-alienação, que a teoria crítica tão bem evoca.

A segunda parte do livro, igualmente com seis textos, dois docentes e quatro discentes, trata de compreensão, isto é, de uma atitude cognitiva apta a fazer dialogar os vários ângulos e pegadas possíveis na contemplação das coisas e em sua investigação. Visitar e trazer para o campo público de visão novos e inusitados ângulos da realidade: eis aí um convite e tanto à ousadia intelectual.

É tudo isso que o leitor interessado pode encontrar nesta obra, sob o guarda-chuva amplo da “Comunicação na contemporaneidade” – área de concentração do Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero –, sob o guarda-chuva menor da linha de pesquisa “Produtos midiáticos: jornalismo e entretenimento” e sobre o terreno onde se plantam as sementes da compreensão, essa atitude epistemológica que se contenta em “fazer outras maiores perguntas” (Guimarães Rosa) sobre objetos de investigação tão atuais e importantes como a produção de entretenimento e a produção de imagens.

Baixe o livro


Estudos de comunicação contemporânea: perspectivas e trajetórias

Estudos de comunicação contemporânea: perspectivas e trajetórias

Cláudio Novaes P. Coelho, Dimas A. Künsch e José Eugenio de O. Menezes (Orgs.)

São Paulo: Plêiade, 2012, 273 p.

Estudos de comunicação contemporânea: perspectivas e trajetórias foi se revelando, no decorrer da leitura, um enorme movimento intelectual de predisposição ao diálogo. Ao mais difícil diálogo possível: com os diferentes próximos, com os vizinhos de mesa e de ideias, com o outro ao lado e com a capacidade que esse outro ao lado tem de despertar o outro que habita nossa própria alma.

O livro se revelou aos poucos a “busca da ternura” como um dos fundamentos epistemológicos da Comunicação – como prenuncia o primeiro capítulo – já mesmo em sua própria gênese, em sua arquitetura de ideias e autores. Uma ternura criadora de possíveis “comuns” (jamais iguais ou monocórdicos), núcleo semântico gerador da própria palavra comunicação.

Organizado em três diferentes eixos temáticos, o livro apresenta no primeiro eixo seis textos a respeito de algumas Perspectivas Teóricas contempladas pelos docentes do programa de pós-graduação da Cásper Líbero. Da segunda parte, denominada Visualidades, constam quatro artigos que apresentam pesquisas sobre cultura visual presentes nos estudos dos autores. Já na terceira parte, Trajetórias, estão textos sobre os percursos de vida e pesquisa de alguns docentes e dos grupos de pesquisa nos quais atuam.

Falar de trajetórias me parece uma maneira de buscar um pensamento estratégico acerca das nossas maneiras de habitarmos os mundos, os pluriversos (também de nossa área). E quando falamos de comunicação, falamos sempre de diversidade, falamos do trabalho de tessitura coletiva que viabiliza a dimensão social da vida humana em sua multiplicidade e dissenso. Precisamos de comunicação e de afeto porque somos milhões e, mesmo assim, estamos sozinhos grande parte do tempo, porque a vida é sempre “mais ou menos do que nós queremos”, como dizia Fernando Pessoa. E para nos encontrarmos traçamos caminhos, trajetórias.

Gosto de lembrar que perder a trajetória é exatamente o que significa a palavra tragédia. Enquanto pudermos refletir e dialogar, como propõe o presente livro, estaremos protegidos da má tragédia.

Profa. Dra. Malena Segura Contrera
Na Apresentação

Baixe o livro


Mídia e comunicação contemporânea: relatos de pesquisa

Capa_Mídia-e-comunicação-contemporânea_relatos-de-pesquisaMídia e comunicação contemporânea: relatos de pesquisa

Edilson Cazeloto, Luís Mauro Sá Martino e Simonetta Persichetti (Orgs.)

São Paulo: Plêiade, 2012, 174 p.

Mídia e comunicação contemporânea: relatos de pesquisa  reúne um conjunto de inquietações formuladas e investigadas por discentes do Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero em pesquisas concluídas no ano de 2012. Elas foram desenvolvidas no âmbito das duas linhas de pesquisa que compõem o Programa, “Processos Midiáticos: Tecnologia e Mercado” e “Produtos Midiáticos: Jornalismo e Entretenimento”.

Alguém já disse que um bom trabalho de pesquisa nasce de uma inquietação. Alguma motivação pessoal, nem sempre imediatamente identificável, às vezes imperceptível, não raro uma vaga intuição de que alguma coisa não está correta e merece ser mais explorada, examinada com mais detalhes. Mas ela está lá, presente, e isso é o quanto basta para que, em algum momento, ela venha a incomodar e pedir sua resolução.

Para ser resolvida, essa inquietação precisa ser investigada diretamente, examinada, compreendida e incluída no âmbito de outras ideias e narrativas, e, eventualmente, se transformar em uma pergunta. Quando essa questão é formulada, em geral se sai do âmbito do senso comum e das respostas simples para se notar a dimensão mais ampla do problema – e então a pergunta se desdobra em várias outras e a resposta não se deixa apreender em qualquer formulação simples. É nesse momento que se configura a essência do trabalho de pesquisa.

O resultado dessas buscas está contemplado em cada um dos textos de pesquisa presentes em Mídia e comunicação contemporânea: relatos de pesquisa. É para ser lido com o tempo necessário, procurando observar não apenas os resultados das pesquisas, mas também a integração dos saberes, as buscas comuns, as trilhas individuais e as transformações de inquietações em perguntas, das perguntas em novas perguntas que se encerram no âmbito não de uma ausência de respostas, mas na certeza de que o conhecimento não se fecha – a trama polifônica acrescenta continuamente novas vozes ao discurso.

Os organizadores

Baixe o livro


Comunicação e cultura do ouvir

Capa_Comunicação-e-cultura-do-ouvirComunicação e cultura do ouvir

José Eugenio de O. Menezes e Marcelo Cardoso (Orgs.)

São Paulo: Plêiade, 2012, 475 p.

Comunicação e cultura do ouvir  reúne trabalhos elaborados pelos participantes do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir, um dos grupos de pesquisa do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero, e por outros convidados (as) de diversas instituições.

O livro está dividido em três partes. Na primeira, denominada Vínculos estão os textos de José Eugenio Menezes (vínculos sonoros), Helena Charro (comunicação e cultura), Roseli Trevisan (jingles como narrativas), Júlia Lúcia de Oliveira (oralidade mediatizada), Lídia Zuin (estética militarista na música industrial), Eric de Carvalho (tatuagem como traços da alma e do mundo), Luiz Vitral (corpo e mídia) e Pedro Vaz (representação dos deficientes físicos).

Na segunda parte, Ambientes, estão textos de Irineu Guerrini (programas de rádio realizados por pessoas com transtornos mentais), Fernanda Patrocinio (os conflitos entre Rússia e Geórgia), Sérgio Pinheiro da Silva (rádio comunitária), Rodrigo Fonseca Fernandes (jornadas esportivas nos estádios, no rádio e na internet), Raphael Tsavkko Garcia (vínculos e sentimento nacional), Danielle Denny (comunicação e sustentabilidade no festival SWU), Helena Navarrete (os ambientes comunicacionais constituídos por crianças uruguaias que utilizam computadores) e de Tatiana Benites (o conjunto dos sentidos nos pontos de venda do varejo).

Da terceira parte, Rádio: tendências e perspectivas, constam os textos de Marcelo Cardoso (o jornalismo radiofônico e as narrativas míticas), Elisa Marconi (a faixa jornalística do FM paulistano), Luciano Maluly (tendências do radiojornalismo), Eliane Calixto (o programa Café com o Presidente), Nadini Lopes (radiorreportagem), Osório Silva (a narração de Fiori Gigliotti), Paulo Borges (o ruído no radiojornalismo) e Julio de Paula (o rádio em tempos de convergência de mídias).

Os organizadores

Baixe o livro