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Crédito: Júlia Barbon

Flavio Queiroz e professor Ninho Moraes
Crédito: Júlia Barbon

Depois dos roteiristas Marcos Lazarini e Thiago Dottori, foi a vez de Flavio Queiroz palestrar para os alunos de Rádio e TV da Cásper Líbero. Pós-graduado em comunicação pela nossa faculdade, já trabalhou com pauta, produção, roteiro e edição em emissoras de televisão como Record, Bandeirantes e SBT. No entanto, ele focou a apresentação em sua experiência como editor-chefe em “A Fazenda” e no gênero reality show. Roberto D’Ugo, coordenador do curso, abriu a Aula Magna reiterando a importância de dividir experiências práticas no ambiente acadêmico.

Flavio Queiroz começou esclarecendo por que procurou a área televisiva – “Sempre gostei de contar histórias, era o que eu queria fazer”. E mencionou: “Aprendi duas coisas, a primeira é que às vezes você descobre que não quer o cargo mais alto, que prefere ter menos responsabilidades e fazer o que você gosta. A segunda é que toda experiência é válida, usei muito do que aprendi com produção no meu trabalho como editor, por exemplo”.

Antes da exibição de um trecho de “A Fazenda”, ele pediu que os alunos deixassem de lado a visão de telespectador e adotassem um olhar profissional: “Muitas vezes você não trabalha necessariamente com o que você gosta, então convido vocês a pensar como fariam para produzir um programa da melhor maneira possível, mesmo que pessoalmente ele não te agrade”. De maneira didática, o editor explicou passo a passo como produzir um reality show e frisou a dimensão e o grande número de pessoas envolvidas no trabalho, que acontece 24 horas por dia e exige um sistema de rodízio.

Além de dar um breve histórico das produções que trabalharam com o recurso da realidade e de pontuar as características e os tipos de reality show que existem, Flavio Queiroz também expôs fatores importantes para o sucesso de um reality show de convivência. Um deles, citou, é criar uma dinâmica básica para que o telespectador se identifique minimamente com o programa, como estabelecer dias fixos para votação e eliminação, por exemplo. Outro é sempre surpreender o público e os próprios participantes para manter o ritmo da emissão. “Na sua essência, um reality show trata das relações humanas, e isso é o mais interessante, porque você não pode controlar”, completou.