No dia 18 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Televisão. Em parceria com os professores Marco Vale, coordenador do curso de Rádio, TV e Internet, e Renato Tavares, coordenador da Rádio Gazeta Online e da Produtora Experimental Audiovisual, reunimos cinco curiosidades da história da TV no Brasil e alguns marcos nacionais sobre a evolução cronológica e tecnológica desse meio de comunicação. Confira:

1.Estreia da telenovela “Beto Rockfeller” (1968), de autoria de Bráulio Pedroso e direção de Lima Duarte.
Obra que estabelece a verdadeira identidade da telenovela brasileira: uma crônica de costumes e um espelho privilegiado da realidade brasileira. Até então as telenovelas no Brasil seguiam o modelo importando dos melodramas latinos, principalmente mexicanos. Esta telenovela de TV Tupi mudou para sempre o gênero.

2.Primeira Fase do programa Globo Repórter (1973 até 1981).
Mais inspirado em programas como o norte-americano 60 minutos e nos documentários cinematográficos, o Globo Repórter começa como um programa com propostas narrativas inovadoras de não-ficção. O mais importante documentarista do Brasil, Eduardo Coutinho, descobre a sua paixão pelo documentário trabalhando nesta fase do programa. Vale a pena conhecer o episódio “Retrato de Classe” (1977), de Gregório Basic. Através de uma antiga foto de final de ano de uma turma do ensino fundamental, com a professora no centro e seus alunos em volta, o programa faz uma implacável descrição das desilusões da classe média brasileira durante a ditadura militar.

3.As reportagens do repórter Ernesto Varela, que estrearam na TV Gazeta em 1983.
Não foi por acaso que Marcelo Tas foi convidado para apresentar o programa CQC da TV Bandeirante em 2008. Vinte e cinco anos antes, Tas já fazia uma proposta muito semelhante através do seu personagem Ernesto Varela, um repórter tímido que, com uma aparente ingenuidade, fazia as entrevistas mais inconvenientes, embora necessárias, para os famosos e poderosos durante o fim da ditadura militar e o começo da redemocratização. Seu cinegrafista também era um personagem, o Valdeci, feito pelo co-criador e diretor deste antológico quadro televisivo: Fernando Meirelles (diretor do filme “Cidade de Deus”).

4.Novela “Vale Tudo” (1988), de Gilberto Braga e direção geral de Denis Carvalho.
Entre as melhores telenovelas brasileiras de todos os tempos, “Vale Tudo” lançava ao público a terrível provocação: “Vale a pena ser honesto no Brasil?”. O episódio que revelou quem assassinou a personagem Odete Roitman alcançou inacreditáveis 81 pontos no IBOPE. “Vale Tudo” foi tão impactante na sociedade brasileira que, segundo a pesquisadora Esther Hamburger, os principais jornais da época anunciavam questões da trama fictícia como se fossem notícias de destaque.

5.Durante muitos anos, acreditou-se que o cinema nacional e a TV brasileira nunca encontrariam uma parceria efetiva de produção e exibição, como já acontecia em diversos países europeus, tais como Itália, Inglaterra e Suécia.
Tudo isso mudou com a antológica mini-série de TV “O Auto da Compadecida”, dirigida por Guel Arraes, exibida com grande audiência pela TV Globo em 1999. No ano seguinte, a versão compacta da mesma produção foi lançada nas salas de cinemas e alcançou surpreendentes mais de dois milhões de expectadores, consolidando o sucesso da Globo Filmes.

E sobre a evolução cronológica e tecnológica da TV no Brasil? Confira alguns marcos:
– 1950: inauguração da primeira emissora de TV do Brasil (primeira transmissão em 18 de setembro de 1950)
– 1969: primeira transmissão em rede nacional (“Jornal Nacional”)
– 1972: primeira transmissão em TV em cores
– 2007: lançamento da TV digital com imagens em alta-definição

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