Inovação e experimentalismo

Por: Geovana Araújo Mantovani, 1º ano de jornalismo

Sandra Corveloni mostra que não está de brincadeira quando o assunto é Molière

 

Crédito: divulgação

Adaptar uma peça clássica não é trabalho fácil. Além de temer a opinião da crítica, existe também a insegurança de modificar algo tão sagrado para o universo do teatro quanto Molière. No entanto, a diretora Sandra Corveloni dominou com maestria as modificações feitas por Mateus Monteiro e Laura Hassum no texto de O Doente Imaginário, trazendo-as para o público em um universo atemporal onde temas abordados em uma peça escrita em meados do século XVII – como a hipocondria, o casamento por interesse financeiro e os questionamentos à medicina – continuam presentes em nossas vidas em pelo século XXI.

Com figurinos que mesclam a moda renascentista com roupas atuais, o elenco tomou conta do palco envolvido por um cenário minimalista, composto de uma grande cortina branca, uma cama de hospital e estantes com remédios sob um tapume branco. A história gira em torno de Argan, um homem que acredita estar sempre doente não saindo mais de sua cama, sendo atendido diariamente por médicos que mesmo nunca confirmando sua doença, receitam todos os tipos de remédios e tratamentos.
Seguindo uma linha experimental, a música é uma característica marcante do espetáculo. Tudo é feito em cena, desde as músicas até os efeitos sonoros. Entre um banjo, uma cítara, instrumentos de percussão e as (sensacionais) tigelas tibetanas, o elenco cria, ao vivo – junto ao trabalho impecável da iluminação – um ambiente íntimo e envolvente entre o interior dos personagens e a audiência.
Após ganhar três prêmios Shell no ano passado com a peça L’Illustre Molière, a companhia, já experiente no assunto Molière, contou novamente com o talentoso e premiado Guilherme Sant’Anna  em seu elenco, trazendo a Doente a pitada de humor que a deixa irresistível. Além disso, Mateus Monteiro e Lara Hassum, que adaptaram o texto, também merecem destaque em seus papeis, o médico de Argan e sua filha, por terem inserido ao texto uma das melhores cenas inéditas da peça.
O espetáculo está em cartaz junto com L’Illustre Molière, que faz sua primeira apresentação desde a premiação, no Teatro Aliança Francesa. Doente as quintas e sextas e L’Illustre Molière aos sábados, sempre às 21h até dia 30 de novembro.

Com figurinos que mesclam a moda renascentista com roupas atuais, o elenco tomou conta do palco envolvido por um cenário minimalista, composto de uma grande cortina branca, uma cama de hospital e estantes com remédios sob um tapume branco. A história gira em torno de Argan, um homem que acredita estar sempre doente não saindo mais de sua cama, sendo atendido diariamente por médicos que mesmo nunca confirmando sua doença, receitam todos os tipos de remédios e tratamentos.

Seguindo uma linha experimental, a música é uma característica marcante do espetáculo. Tudo é feito em cena, desde as músicas até os efeitos sonoros. Entre um banjo, uma cítara, instrumentos de percussão e as (sensacionais) tigelas tibetanas, o elenco cria, ao vivo – junto ao trabalho impecável da iluminação – um ambiente íntimo e envolvente entre o interior dos personagens e a audiência.

Após ganhar três prêmios Shell no ano passado com a peça L’Illustre Molière, a companhia, já experiente no assunto Molière, contou novamente com o talentoso e premiado Guilherme Sant’Anna  em seu elenco, trazendo a Doente a pitada de humor que a deixa irresistível. Além disso, Mateus Monteiro e Lara Hassum, que adaptaram o texto, também merecem destaque em seus papeis, o médico de Argan e sua filha, por terem inserido ao texto uma das melhores cenas inéditas da peça.

O espetáculo está em cartaz junto com L’Illustre Molière, que faz sua primeira apresentação desde a premiação, no Teatro Aliança Francesa. Doente as quintas e sextas e L’Illustre Molière aos sábados, sempre às 21h até dia 30 de novembro.